Era uma vez um mundo encantado, mas alienado

Uma análise argumentativo-polifônica do Guia de Contação de Histórias do MEC

Palavras-chave: Guia de Contação de Histórias, Polifonia, Contos de Fadas, Criticidade

Resumo

O objeto desta pesquisa é o Guia de Contação de Histórias, disponível na Biblioteca da Alfabetização (MEC), elaborado em meio à pandemia da Covid-19 (2021), quando governos sugeriram alternativas educacionais em lockdown – uma incursão no homeschooling sem tradição de êxito no Brasil. A contação de histórias ganhou protagonismo pela falta de formação dos pais. O problema é que o Guia se aproxima mais do entretenimento do que de práticas sociais de linguagem, os letramentos. O objetivo é refletir criticamente sobre o Guia, apontando sua lacuna: a exclusão da criticidade. Fundamentamo-nos na Teoria Argumentativa Polifônica (Ducrot) e em Paulo Freire. A metodologia é bibliográfico-qualitativa. Os resultados evidenciam aspectos positivos na alfabetização, mas revelam carência no ensino por contação de histórias, especialmente na leitura de contos de fadas – prática didático-brasileira que ainda precisa evoluir rumo à conscientização.

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Biografia do Autor

Fabiana Rosa das Graças Teodoro, Universidade do Estado de Minas Gerais

Graduada em Letras - Língua Portuguesa, pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Professora de Educação Básica.

Fernanda Rabelo Leal Malveira, Universidade Estadual de Montes Claros

Graduada em Direito pela Universidade Estadual de Montes Claros. Especialista em Direito Constitucional Aplicado pela Faculdade de Direito Damásio de Jesus. É Servidora Pública Federal.

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Publicado
2026-06-30
Como Citar
Machado, J. C., Teodoro, F. R. das G., & Malveira, F. R. L. (2026). Era uma vez um mundo encantado, mas alienado. Revista Eletrônica De Estudos Integrados Em Discurso E Argumentação, 26(1), 181-198. https://doi.org/10.47369/eidea-26-1-4883
Seção
Artigos