Era uma vez um mundo encantado, mas alienado
Uma análise argumentativo-polifônica do Guia de Contação de Histórias do MEC
Resumo
O objeto desta pesquisa é o Guia de Contação de Histórias, disponível na Biblioteca da Alfabetização (MEC), elaborado em meio à pandemia da Covid-19 (2021), quando governos sugeriram alternativas educacionais em lockdown – uma incursão no homeschooling sem tradição de êxito no Brasil. A contação de histórias ganhou protagonismo pela falta de formação dos pais. O problema é que o Guia se aproxima mais do entretenimento do que de práticas sociais de linguagem, os letramentos. O objetivo é refletir criticamente sobre o Guia, apontando sua lacuna: a exclusão da criticidade. Fundamentamo-nos na Teoria Argumentativa Polifônica (Ducrot) e em Paulo Freire. A metodologia é bibliográfico-qualitativa. Os resultados evidenciam aspectos positivos na alfabetização, mas revelam carência no ensino por contação de histórias, especialmente na leitura de contos de fadas – prática didático-brasileira que ainda precisa evoluir rumo à conscientização.
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Referências
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