Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação
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<div align="justify;">A <em>EID&A</em> é um periódico pertencente à área de Letras e Linguística e, especificamente, ao campo de investigação da argumentação, que publica quadrimestralmente (abril, agosto e dezembro) artigos inéditos, traduções e entrevistas sobre os <strong>estudos da interface entre argumentação e discurso</strong>. A <em>EID&A</em> encaminha os artigos inéditos para dupla avaliação cega por pares, enquanto seus editores são os responsáveis pela avaliação dos textos que serão publicados nas seções "Tradução" e "Entrevista". Os autores (até três por submissão) podem submeter seus trabalhos independentemente de sua titulação acadêmica.</div>EID&A - Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentaçãopt-BRRevista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação2237-6984<p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: </p><p>Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</p><p><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></p>Que argumentação se ensina na formação inicial de professores de Língua Portuguesa em universidades federais brasileiras?
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<p class="EIDA-caputRESUMO"><span style="font-size: 10.0pt;">Este artigo investiga como a argumentação é contemplada na formação inicial de professores de Língua Portuguesa, por meio da análise de Projetos Pedagógicos de Cursos (PPC) de licenciatura em Letras-Português de universidades federais. A pesquisa, documental e baseada em <em>corpus</em>, analisou concordâncias e redes de coocorrência lexical extraídas de 29 PPCs. Sem se filiar a uma teoria específica, a investigação acomoda-se à área de estudos sobre argumentação. Os resultados mostram que a argumentação, nos componentes curriculares analisados, é majoritariamente tratada de forma transversal e com foco holístico, sem sistematização teórica ou direcionamento claro ao ensino na educação básica. Já nas poucas disciplinas com foco restrito, observa-se maior densidade conceitual, articulando retórica, argumentação e ensino. Conclui-se que os currículos analisados carecem de ancoragem teórica e pedagógica mais robusta, o que poderá promover a formação de professores aptos a desenvolver a competência argumentativa dos estudantes, conforme previsto na Base Nacional Comum Curricular.</span></p>Ananias Agostinho da SilvaMário Gleisse das Chagas MartinsFrancisco Mailson de Lima Cavalcante
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2026-06-302026-06-3026113410.47369/eidea-26-1-4701Do entretenimento à saúde pública
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<p>A Campanha Nacional de Multivacinação de 2023 contou com a participação de Xuxa para ampliar a adesão da população à vacinação em um contexto pós-pandemia marcado pela queda da cobertura vacinal. Este artigo tem como objetivo analisar três vídeos da campanha, nos quais Xuxa apresenta o “Xou da Multivacinação”. Assim, a partir da perspectiva teórico-metodológica da Teoria Semiolinguística de Charaudeau, investiga-se como se organiza o contrato de comunicação e seus sujeitos, e, sobretudo, o modo argumentativo desses discursos. As análises evidenciam que, no contrato de comunicação, Xuxa se coloca estrategicamente como enunciadora voltada a pais e responsáveis, promovendo a vacinação por meio de informação, persuasão e afetividade. Quanto à argumentação, observa-se a mobilização dos domínios éticos, pragmáticos, de verdade e hedônicos, articulados em questionamentos, comparações, citações e descrições narrativas. Foi possível constatar, portanto, como figuras midiáticas podem fortalecer campanhas de saúde pública e a eficácia do discurso argumentativo nessa conjuntura.</p>Ana Cláudia Mello da SilvaMariana Ramalho ProcópioCristiane Cataldi dos Santos Paes
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2026-06-302026-06-30261355610.47369/eidea-26-1-4809Discursos da extrema direita e apontamentos para reforçar uma comunicação política democrática
https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4815
<p>Nas últimas décadas, observa-se um crescimento de governantes e governados adeptos da extrema direita, fenômeno que tem sido associado à ameaça aos regimes democráticos. Nesse contexto, o presente artigo objetiva mostrar a configuração e o funcionamento de algumas estratégias discursivo-argumentativas presentes com frequência nos discursos da extrema direita, essencialmente a brasileira. O referencial teórico é a semiótica discursiva em sua abordagem greimasiana, com contribuições da sociossemiótica de Landowski (2014) e, em menor medida, da semiótica tensiva, de Zilberberg (2011). O <em>corpus </em>analisado foi extraído principalmente do material de campanha de Jair Bolsonaro no período eleitoral de 2022 e de entrevista concedida por Eduardo Bolsonaro, em 2025. Os resultados demonstram que o estudo de estratégias discursivo-argumentativas, além de contribuírem para a compreensão do funcionamento dos discursos da extrema direita, também fornecem subsídios para a construção de uma comunicação que fortaleça a democracia.</p>Oriana de Nadai FulanetiDavi Jefferson Araújo Silva
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2026-06-302026-06-30261577910.47369/eidea-26-1-4815Provas retóricas e a literatura fantástica
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<p class="EIDA-caputRESUMO">Este estudo analisa o conto <em>Teleco, o coelhinho</em>, de Murilo Rubião, à luz da Teoria da Argumentação no Discurso. O objetivo é investigar a articulação do <em>logos</em>, <em>ethos</em> e <em>pathos</em> na narrativa, bem como examinar o diálogo entre o <em>ethos</em> prévio de Rubião e os efeitos de autoria que se manifestam na materialidade textual. Metodologicamente, adotou-se análise qualitativa e do discurso em trechos selecionados. Os resultados mostram que as provas retóricas se influenciam mutuamente, cooperando para a dimensão argumentativa do texto, a partir das escolhas linguísticas e da direção tomada pela voz ficcional do narrador. Além disso, o <em>ethos</em> prévio atribuído a Rubião pela crítica, associado à integração do fantástico ao cotidiano, encontra respaldo na materialidade do conto, na medida em que o insólito é tratado como componente ordinário da narrativa.</p>Gabriel Eduardo Gonçalves
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2026-06-302026-06-302618010710.47369/eidea-26-1-4829O discurso político de Benjamin Netanyahu
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<p>Este artigo analisa o pronunciamento de Benjamin Netanyahu no Congresso dos Estados Unidos (24/07/2024) à luz da Teoria Semiolinguística de Charaudeau (2018) e dos estudos retóricos de Perelman e Olbrechts-Tyteca (2005) e de Ruth Amossy (2018). A partir de abordagem qualitativo-interpretativista, examina-se como o líder israelense articula <em>ethé</em> de credibilidade (seriedade, virtude cívica e competência) e <em>ethé</em> de identificação (potência, caráter, humanidade, chefe e solidariedade) para legitimar sua política. A análise evidencia que a combinação de apelos racionais e afetivos, sustentada por técnicas de argumentação e de presença descritas pela Nova Retórica, constrói a dicotomia “civilização versus barbárie”, deslocando as acusações de genocídio e violência estrutural e apresentando Israel como guardião da “civilização ocidental”. Conclui-se que a fusão entre credibilidade racional e identificação emocional constitui estratégia retórico-discursiva para a persuasão e a sustentação de apoio internacional.</p>Maira GuimarãesRenan Moreira Silva
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2026-06-302026-06-3026110813510.47369/eidea-26-1-4830Como a descrição semântica pode auxiliar os professores na construção de questões de compreensão leitora em textos multimodais?
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<p>A importância das habilidades de leitura na formação de professores e as possibilidades de auxílio da prática em sala de aula a partir da Teoria da Argumentação na Língua são os elementos norteadores deste trabalho. Buscamos falar da importância da leitura na educação a partir de Freire e Paviani, o qual também aborda a formação do profissional da educação na universidade. Passamos, então, à apresentação da pesquisa desenvolvida, que alinha tópicos da Semântica Argumentativa e da narrativa visual para análise de textos multimodais e, a partir de exemplo prático, demonstramos como esses conceitos potencializam a elaboração de materiais didáticos mais objetivos, visando ao desenvolvimento de habilidades de compreensão leitora pelos estudantes em diferentes disciplinas, nos âmbitos da graduação e também na educação básica, como docentes.</p>Fabiana PerotoniTania Maris de Azevedo
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2026-06-302026-06-3026113615310.47369/eidea-26-1-4836Argumentação multimodal e colaborativa no enfrentamento do sofrimento ético-político
https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4842
<p class="EIDA-caputRESUMO">Este artigo analisa experiências do Projeto Brincadas (LACE/PUC-SP) centradas em práticas de multiletramento engajado. Nesse sentido, buscou-se compreender como a argumentação multimodal e colaborativa, produzida por jovens de territórios periféricos, atua no enfrentamento do sofrimento ético-político e na ampliação do patrimônio vivencial. A pesquisa fundamentou-se em perspectivas críticas sobre linguagem, educação e justiça social, articulando discussões sobre argumentação multimodal, multiletramento engajado e processos formativos voltados à transformação social. A metodologia baseou-se na Pesquisa Crítica de Colaboração, tomando como corpus pôsteres, apresentações orais e registros multimodais do Grupo 4 no ciclo de 2023. As categorias de análise contemplaram dimensões discursivas, enunciativas e multimodais. Os resultados evidenciaram que os sujeitos mobilizaram recursos verbais, visuais, corporais e afetivos para denunciar desigualdades, ressignificar experiências e propor ações coletivas. Concluiu-se que a argumentação multimodal colaborativa constitui prática formativa insurgente, potencializando agência crítica e a construção de currículos de resistência e reexistência.</p>Fernanda Coelho Liberali
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2026-06-302026-06-3026115418010.47369/eidea-26-1-4842Era uma vez um mundo encantado, mas alienado
https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4883
<p class="EIDA-caputRESUMO">O objeto desta pesquisa é o <em>Guia de Contação de Histórias</em>, disponível na <em>Biblioteca da Alfabetização</em> (MEC), elaborado em meio à pandemia da Covid-19 (2021), quando governos sugeriram alternativas educacionais em lockdown – uma incursão no homeschooling sem tradição de êxito no Brasil. A contação de histórias ganhou protagonismo pela falta de formação dos pais. O problema é que o Guia se aproxima mais do entretenimento do que de práticas sociais de linguagem, os letramentos. O objetivo é refletir criticamente sobre o Guia, apontando sua lacuna: a exclusão da criticidade. Fundamentamo-nos na Teoria Argumentativa Polifônica (Ducrot) e em Paulo Freire. A metodologia é bibliográfico-qualitativa. Os resultados evidenciam aspectos positivos na alfabetização, mas revelam carência no ensino por contação de histórias, especialmente na leitura de contos de fadas – prática didático-brasileira que ainda precisa evoluir rumo à conscientização.</p>Julio Cesar MachadoFabiana Rosa das Graças TeodoroFernanda Rabelo Leal Malveira
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2026-06-302026-06-3026118119810.47369/eidea-26-1-4883Como se caracteriza uma cultura argumentativa?
https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/5010
<p>Uma forte cultura argumentativa caracteriza-se por, pelo menos, cinco tensões produtivas, entre: comprometimento e contingência; partidarismo e comedimento; convicção pessoal e sensibilidade ao auditório; razoabilidade e subjetividade; e decisão e não fechamento. Diferenças na forma como comunidades gerenciam essas tensões explicam a existência de múltiplas culturas argumentativas e, por conseguinte, porque precisamos compreender a argumentação tanto no interior de diferentes culturas quanto entre elas. O artigo desenvolve essas cinco tensões produtivas, apresenta alguns exemplos de culturas argumentativas que as negociam de diferentes maneiras e reflete sobre o que significa argumentar entre culturas em um mundo cada vez mais diverso e, ao mesmo tempo, cada vez mais atomizado.</p>David ZarefskyNathalia Akemi Sato MitsunariGabriel Isola-Lanzoni
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2026-06-302026-06-3026119921310.47369/eidea-26-1-5010A retórica de Aristóteles e a hermenêutica bíblica
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<p>Nesta edição, temos a honra de apresentar aos nossos leitores uma entrevista com o professor português Manuel Alexandre Júnior, uma das vozes mais autorizadas nos estudos de retórica clássica e sua interface com os textos bíblicos. Professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Manuel Alexandre Júnior possui uma formação erudita que conjuga o mestrado em Teologia pelo Denver Seminary (EUA) com o doutoramento em Literatura Grega pela Universidade de Lisboa. Essa dupla filiação teológica e clássica permitiu-lhe construir uma obra ímpar, situada na confluência entre a tradição retórica greco-romana e a exegese bíblica.</p>Manuel Alexandre JúniorEduardo Lopes Piris
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2026-06-302026-06-3026121423910.47369/eidea-26-1-5117