Luz e sombra
A técnica artística que produz o ethos de sombra e luz nos pôsteres da trilogia A menina que matou os pais
Resumo
Este trabalho objetiva investigar, por meio de um estudo descritivo-interpretativista embasado na Análise do Discurso francesa: Maingueneau (2008); Heine (2012); Possenti (2020) e outros, a categoria do ethos no que concerne aos processos de construção e desconstrução discursiva nos pôsteres de A menina que matou os pais (2021), O menino que matou meus pais (2021) e A menina que matou os pais: a confissão (2023). Essas materialidades discursivas, em termos de fabricação de imagens éticas, conformam um ponto divergente em relação ao que é apresentado nos filmes da produtora Santa Rita Filmes. Os resultados demonstram que a técnica de luz e sombra empregada na elaboração dos cartazes analisados, a disposição das imagens em primeiro plano e a corporalidade dos personagens protagonistas das produções cinematográficas já mencionadas, desconstroem o ethos de sujeitos corrompidos e induzidos a matar, e constrói um ethos criminoso de antagonismo e manipulação.
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Referências
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