De quantas narrativas se faz uma história? Uma leitura de Neighbours, de Lilia Momplé, em perspectiva histórica

  • Ubiratã Souza Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Literatura moçambicana, história de Moçambique, literatura e história.

Resumo

O presente artigo se propõe a uma leitura do romance Neighbours (1995), da escritora moçambicana Lilia Momplé, que busca delinear os traços estéticos estruturantes desse romance para, em seguida, conectá-los a hipóteses interpretativas relativas à história de Moçambique. Ao construir uma macronarrativa a partir de micronarrativas atomizadas localizadas em capítulos que representam horas distintas em apartamentos distintos, o romance de Momplé problematiza construções narrativas nacionais teleológicas que se furtam ao reconhecimento do indivíduo e de sua constitucionalidade como agente do processo histórico.

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Biografia do Autor

Ubiratã Souza, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo
Possui graduação em Letras (2012), pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (USP), mestrado acadêmico em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (2014), pela FFLCH (USP). Atualmente é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, na mesma instituição. Tem experiência em crítica literária e suas interfaces com a história social e sociologia histórica, investigando os estudos africanos e da diáspora africana no Brasil.
Publicado
2017-10-02
Como Citar
Souza, U. (2017). De quantas narrativas se faz uma história? Uma leitura de Neighbours, de Lilia Momplé, em perspectiva histórica. Litterata: Revista Do Centro De Estudos Hélio Simões, 6(2), 87-102. https://doi.org/10.36113/litterata.v6i2.991
Seção
Dossiê temático