Litterata: Revista do Centro de Estudos Hélio Simões https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata <p>A revista&nbsp;<strong>Litterata</strong>&nbsp;é uma publicação do Centro de Estudos Portugueses Hélio Simões, do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz. De viés interdisciplinar e colocando-se como espaço de interlocução entre pesquisadores do Brasil e do exterior, a revista aceita artigos inéditos que abordem questões pertinentes ao campo dos&nbsp;<strong>Estudos Literários</strong>. Além dos volumes monotemáticos, a revista aceita contribuições em fluxo contínuo com temática livre.&nbsp;</p> pt-BR <p><span>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</span><br /><br />a-Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista</p><p>b-Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>c-Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</p> litterata@gmail.com (Equipe editorial) periodicos@uesc.br (Editus) ter, 31 ago 2021 12:02:23 -0300 OJS 3.1.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Dados técnicos e editorial https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/3179 <p>Editorial</p> Inara de Oliveira Rodrigues; Paulo Roberto Alves dos Santos, prof. ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/3179 ter, 31 ago 2021 10:42:16 -0300 Entrevista com Mia Couto https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/3180 <p>Entrevista com Mia Couto</p> Mia Couto ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/3180 ter, 31 ago 2021 10:51:08 -0300 "A misericórdia violenta...”: https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2926 <p><strong>Resumo:</strong> Os contos “Amor” (1960), de Clarice Lispector, e “Maria” (2016), de Conceição Evaristo, relatam as incertezas e os perigos impostos às personagens mulheres em transportes coletivos, nos quais suas protagonistas não tem o menor controle nas situações públicas, vivenciando, assim, dilemas específicos e intensificados pelas motivações e limitações históricas impostas ao seus gênero e raça (SAFFIOTI, 2013; SCHWARCZ and STARLING, 2015) num cotidiano cada vez mais violento. Considerando as eventuais similaridades e divergências no tratamento da questão da violência e sua relação com a forma do conto, buscamos refletir sobre as tramas e os desfechos propostos em cada um dos textos escritos numa distância de mais de cinco décadas. Narrados sob planos e signos ora ambivalentes ora concretos de significados e sentidos, tais relatos sugerem instantes de expectativas de ultrapassagem dessas imposições sociais, mas que são solapadas pelas dificuldades e limites estruturais de uma racionalidade burguesa e violenta mentalidade patriarcal. Isso traz para esse ensaio a tarefa de propor uma leitura geral sobre a especificidade da representação da violência nessas narrativas (DAVIS, 2016; DORFMAN, 1970), seu modo de configuração ficcional segundo o gênero conto (PIGLIA, 2004) e, por fim, operar com categorias de "coexistência" e "interação" (BAKHTIN, 2010) e do conceito de "inserção" (SANTIAGO, 2014) nas leituras dos textos de Clarice e Conceição no horizonte de questões concernentes tanto às literaturas afro-brasileira como latino-americana e global. &nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>literatura afro-brasileira; escrita feminina; narrativa; crítica cultural.&nbsp; &nbsp;</p> Marcio Gregório Sá da Silva ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2926 ter, 31 ago 2021 10:55:56 -0300 A ciclicidade distópica em Sob os pés, meu corpo inteiro, de Márcia Tiburi https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2723 <p>Sob<em> os pés, meu corpo inteiro</em> (2018), de Márcia Tiburi, é uma distopia que conta a história de Alice, uma mulher que foi torturada durante a ditadura militar, apesar de não ter envolvimento direto com os movimentos políticos e que vive a sombra da história de sua irmã, Adriana. Alice, ao encontrar com Betina, filha de sua irmã, começa a relembrar o que viveu. Nesse cenário de memórias da tortura sofrida no período da ditadura militar, a personagem também nos apresenta uma São Paulo distópica, em que problemas políticos e ambientais são cada vez mais presentes, tornando insustentável viver lá e se aproximando, em alguns aspectos, de um espaço de repressão social. Esse trabalho procura entender como a relação presente, passado e futuro podem relevar a distopia que é presente, mas por vezes, difícil de ser identificada.</p> Luana de Carvalho Krüger, Eduardo Marks de Marques ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2723 ter, 31 ago 2021 11:07:44 -0300 O conto de aia https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2913 <p>Analisou-se o romance distópico <em>O conto de aia</em>, de Margaret Atwood, publicado em 1985, observando-se a fragilidade das conquistas do feminismo. A protagonista perde todos os seus direitos e transforma-se em uma mera reprodutora. A análise foca na constante necessidade de lutas feministas pelos direitos das mulheres, evidenciando como a protagonista ainda tenta subverter sua situação em pequenos atos de resistência. Esta análise contou com a aporte teórico de Alves e Pitanguy (1985), Michelle Perrot (2019), Mary Wollstonecraft (2016), dentre outras. Quanto ao movimento feminista na literatura, foram utilizadas obras de Simone de Beauvoir (2019), Elaine Showalter (2014), Kate Millett (1970). A análise revela que essa personagem vive no futuro distópico em que houve uma regressão das conquistas feministas que foram sufocadas, levando à vitória do patriarcalismo que impõe nas mulheres estilos de vida arcaicos, baseados fortemente em um teor religioso e fanático. A obra evidencia que, como já apontava Simone de Beauvoir, os direitos das mulheres nunca estarão seguros, portanto é imprescindível que todos tenham esta consciência e as lutas feministas continuem de forma constante.</p> Elis Regina Fernandes Alves, Danielle Fabrício dos Santos ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2913 ter, 31 ago 2021 11:30:18 -0300 Quando a literatura reescreve o passado: https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2732 <p><strong>RESUMO: </strong>O presente trabalho tem por objetivo a análise da literatura portuguesa contemporânea e suas relações com a História. Dentre os autores portugueses contemporâneos, destaca-se aqui Hélia Correia, vencedora do Prêmio Camões em 2015. Ainda que seja autora de uma vasta obra, sua literatura permanece pouco estudada pela crítica. <em>Lillias Fraser </em>(2001), romance que o trabalho pretende analisar, tem diversas possibilidades de leitura e foi escolhido aqui abordar as relações estabelecidas dentro dele entre História e Literatura, visto que tem diversos acontecimentos históricos como cenário, em especial o Terremoto de 1755 que ocorreu em Lisboa. Helena Buescu, ao discorrer sobre como é que a literatura vai retratar esse momento histórico, afirma que “falar (e por isso escrever) é um dos modos privilegiados de dar forma à experiência traumática, transportando o evento do território da experiência para o território da linguagem, constituindo aquilo a que chamamos <em>memória cultural</em>” (2006, p. 37). O presente trabalho, portanto, pretende tentar responder as seguintes questões: como a ficção contemporânea portuguesa lê a experiência do terremoto e como o discurso literário dá conta dos silêncios que foram deixados na História?</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Ficção Portuguesa Contemporânea; Metaficção historiográfica; Intertextualidade.</p> <p><strong>ABSTRACT: </strong>This paper aims to review the contemporary portuguese literature and its relations with History. Among all the writers, Hélia Correia, winner of the Camões Award in 2015, stands out. Even though se is na author of vast work, her fiction remains almost unstudied by the critics. <em>Lillias Fraser </em>(2001), the novel that this paper intends to analyze, has several possibilities for reading and it was chosen here to approach the relationships established within it between History and Literature, since it has several historical events as scenario, especially the 1755 Earthquake that happened in Lisbon. Helena Buescu, when discussing how literature will portray this moment, states that “speaking (and therefore writing) is one of the privileged wyas of shaping the traumatic experience, transporting the event from the experience plane to the language one, forming what we call <em>cultural memory</em>” (2006, p. 137). Therefore, this paper tries to answer the following questions: how the contemporary fiction reads the earthquake experience and how the literature speech deals the silence lef in History?</p> <p><strong>Keywords: </strong>Contemporary Portuguese Fiction; Historiographical Metafiction; Intertextuality.</p> Carlos Henrique Soares Fonseca ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2732 ter, 31 ago 2021 00:00:00 -0300 Sexualidades desviantes: https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2721 <p>A sexualidade é um campo que tem ganhado espaço para discussão, tanto dos estudos acadêmicos quanto na produção literária. Nesse sentido, a Literatura Juvenil incorpora esse campo de discussão também nas suas produções. Mas, a respeito das sexualidades que não contemplam o molde heteronormativo, observa-se ainda certa invisibilidade no tratamento delas e suas representações em obras juvenis. Com isso em mente, o presente trabalho busca observar à luz de teóricos como Michel Foucault (2003), Judith Butler (2002), Jeffrey Weeks (2001), Guacira Lopes Louro (2001), como a obra de literatura juvenil nacional, <em>Um Milhão de Finais Felizes</em>, do ano de 2018, representa a invisibilidade da bissexualidade em relação a outras sexualidades moldadas segundo os dispositivos de opressão e regulação da sexualidade.</p> Carlos Cavalcanti, Ricardo Postal ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2721 ter, 31 ago 2021 11:43:55 -0300 O duplo, o triplo, o múltiplo https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2908 <p>Neste trabalho interpretamos a narrativa <em>O Grifo de Abdera</em>, de Lourenço Mutarelli, e construímos diálogos desta com o fenômeno do duplo e, ainda, sob a luz da ficção brasileira contemporânea em sua estética de autoficção e metaficção.</p> Douglas Eraldo dos Santos ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2908 ter, 31 ago 2021 11:52:17 -0300 Entre a pena e a espada https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2916 <p>A prosa de guerra de Paul de Molènes traz os presságios dos campos de batalha como os da Revolução de 1848 e da guerra da Crimeia, mas, ao empunhar a espada ele não se despede da pena. A sublimidade da sua devoção religiosa aliada à força regular da disciplina militar formaram neste grande escritor um novo ideal forjado entre a pluma e a espada. Este trabalho examina os procedimentos formais da sua prosa destacando os aspectos da espiritualidade e da ficcionalização da coqueteria militar em alguns dos seus romances. Para Molènes, a escrita tal como a guerra se deve à vontade divina, não havendo distinção entre o ideal humano e o ideal divino. Toda a sua imaginação estava sob o feitiço das paixões pungentes, do espírito de liberdade e do sentimento religioso. Ele soube proclamar o heroísmo da era das revoluções como nenhum outro escritor soube fazê-lo, produzindo uma obra pessoal única na literatura.</p> Sarug Dagir Ribeiro ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2916 ter, 31 ago 2021 11:57:59 -0300