https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/issue/feed Litterata: Revista do Centro de Estudos Hélio Simões 2021-08-31T12:02:23-03:00 Equipe editorial litterata@gmail.com Open Journal Systems <p>A revista&nbsp;<strong>Litterata</strong>&nbsp;é uma publicação do Centro de Estudos Portugueses Hélio Simões, do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz. De viés interdisciplinar e colocando-se como espaço de interlocução entre pesquisadores do Brasil e do exterior, a revista aceita artigos inéditos que abordem questões pertinentes ao campo dos&nbsp;<strong>Estudos Literários</strong>. Além dos volumes monotemáticos, a revista aceita contribuições em fluxo contínuo com temática livre.&nbsp;</p> https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/3179 Dados técnicos e editorial 2021-08-31T12:01:58-03:00 Inara de Oliveira Rodrigues inarabr23@gmail.com Paulo Roberto Alves dos Santos, prof. inarabr23@gmail.com <p>Editorial</p> 2021-08-31T10:42:16-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/3180 Entrevista com Mia Couto 2021-08-31T12:01:59-03:00 Mia Couto inarabr23@gmail.com <p>Entrevista com Mia Couto</p> 2021-08-31T10:51:08-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2926 "A misericórdia violenta...”: 2021-08-31T12:02:00-03:00 Marcio Gregório Sá da Silva marcio_gregorio@hotmail.com <p><strong>Resumo:</strong> Os contos “Amor” (1960), de Clarice Lispector, e “Maria” (2016), de Conceição Evaristo, relatam as incertezas e os perigos impostos às personagens mulheres em transportes coletivos, nos quais suas protagonistas não tem o menor controle nas situações públicas, vivenciando, assim, dilemas específicos e intensificados pelas motivações e limitações históricas impostas ao seus gênero e raça (SAFFIOTI, 2013; SCHWARCZ and STARLING, 2015) num cotidiano cada vez mais violento. Considerando as eventuais similaridades e divergências no tratamento da questão da violência e sua relação com a forma do conto, buscamos refletir sobre as tramas e os desfechos propostos em cada um dos textos escritos numa distância de mais de cinco décadas. Narrados sob planos e signos ora ambivalentes ora concretos de significados e sentidos, tais relatos sugerem instantes de expectativas de ultrapassagem dessas imposições sociais, mas que são solapadas pelas dificuldades e limites estruturais de uma racionalidade burguesa e violenta mentalidade patriarcal. Isso traz para esse ensaio a tarefa de propor uma leitura geral sobre a especificidade da representação da violência nessas narrativas (DAVIS, 2016; DORFMAN, 1970), seu modo de configuração ficcional segundo o gênero conto (PIGLIA, 2004) e, por fim, operar com categorias de "coexistência" e "interação" (BAKHTIN, 2010) e do conceito de "inserção" (SANTIAGO, 2014) nas leituras dos textos de Clarice e Conceição no horizonte de questões concernentes tanto às literaturas afro-brasileira como latino-americana e global. &nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>literatura afro-brasileira; escrita feminina; narrativa; crítica cultural.&nbsp; &nbsp;</p> 2021-08-31T10:55:56-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2723 A ciclicidade distópica em Sob os pés, meu corpo inteiro, de Márcia Tiburi 2021-08-31T12:02:04-03:00 Luana de Carvalho Krüger luana-kruger@hotmail.com Eduardo Marks de Marques eduardo.marks@ufpel.edu.br <p>Sob<em> os pés, meu corpo inteiro</em> (2018), de Márcia Tiburi, é uma distopia que conta a história de Alice, uma mulher que foi torturada durante a ditadura militar, apesar de não ter envolvimento direto com os movimentos políticos e que vive a sombra da história de sua irmã, Adriana. Alice, ao encontrar com Betina, filha de sua irmã, começa a relembrar o que viveu. Nesse cenário de memórias da tortura sofrida no período da ditadura militar, a personagem também nos apresenta uma São Paulo distópica, em que problemas políticos e ambientais são cada vez mais presentes, tornando insustentável viver lá e se aproximando, em alguns aspectos, de um espaço de repressão social. Esse trabalho procura entender como a relação presente, passado e futuro podem relevar a distopia que é presente, mas por vezes, difícil de ser identificada.</p> 2021-08-31T11:07:44-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2913 O conto de aia 2021-08-31T12:02:06-03:00 Elis Regina Fernandes Alves elisregi@ufam.edu.br Danielle Fabrício dos Santos danitarquiniot@outlook.com <p>Analisou-se o romance distópico <em>O conto de aia</em>, de Margaret Atwood, publicado em 1985, observando-se a fragilidade das conquistas do feminismo. A protagonista perde todos os seus direitos e transforma-se em uma mera reprodutora. A análise foca na constante necessidade de lutas feministas pelos direitos das mulheres, evidenciando como a protagonista ainda tenta subverter sua situação em pequenos atos de resistência. Esta análise contou com a aporte teórico de Alves e Pitanguy (1985), Michelle Perrot (2019), Mary Wollstonecraft (2016), dentre outras. Quanto ao movimento feminista na literatura, foram utilizadas obras de Simone de Beauvoir (2019), Elaine Showalter (2014), Kate Millett (1970). A análise revela que essa personagem vive no futuro distópico em que houve uma regressão das conquistas feministas que foram sufocadas, levando à vitória do patriarcalismo que impõe nas mulheres estilos de vida arcaicos, baseados fortemente em um teor religioso e fanático. A obra evidencia que, como já apontava Simone de Beauvoir, os direitos das mulheres nunca estarão seguros, portanto é imprescindível que todos tenham esta consciência e as lutas feministas continuem de forma constante.</p> 2021-08-31T11:30:18-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2732 Quando a literatura reescreve o passado: 2021-08-31T12:02:12-03:00 Carlos Henrique Soares Fonseca c.henrique.sf@gmail.com <p><strong>RESUMO: </strong>O presente trabalho tem por objetivo a análise da literatura portuguesa contemporânea e suas relações com a História. Dentre os autores portugueses contemporâneos, destaca-se aqui Hélia Correia, vencedora do Prêmio Camões em 2015. Ainda que seja autora de uma vasta obra, sua literatura permanece pouco estudada pela crítica. <em>Lillias Fraser </em>(2001), romance que o trabalho pretende analisar, tem diversas possibilidades de leitura e foi escolhido aqui abordar as relações estabelecidas dentro dele entre História e Literatura, visto que tem diversos acontecimentos históricos como cenário, em especial o Terremoto de 1755 que ocorreu em Lisboa. Helena Buescu, ao discorrer sobre como é que a literatura vai retratar esse momento histórico, afirma que “falar (e por isso escrever) é um dos modos privilegiados de dar forma à experiência traumática, transportando o evento do território da experiência para o território da linguagem, constituindo aquilo a que chamamos <em>memória cultural</em>” (2006, p. 37). O presente trabalho, portanto, pretende tentar responder as seguintes questões: como a ficção contemporânea portuguesa lê a experiência do terremoto e como o discurso literário dá conta dos silêncios que foram deixados na História?</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Ficção Portuguesa Contemporânea; Metaficção historiográfica; Intertextualidade.</p> <p><strong>ABSTRACT: </strong>This paper aims to review the contemporary portuguese literature and its relations with History. Among all the writers, Hélia Correia, winner of the Camões Award in 2015, stands out. Even though se is na author of vast work, her fiction remains almost unstudied by the critics. <em>Lillias Fraser </em>(2001), the novel that this paper intends to analyze, has several possibilities for reading and it was chosen here to approach the relationships established within it between History and Literature, since it has several historical events as scenario, especially the 1755 Earthquake that happened in Lisbon. Helena Buescu, when discussing how literature will portray this moment, states that “speaking (and therefore writing) is one of the privileged wyas of shaping the traumatic experience, transporting the event from the experience plane to the language one, forming what we call <em>cultural memory</em>” (2006, p. 137). Therefore, this paper tries to answer the following questions: how the contemporary fiction reads the earthquake experience and how the literature speech deals the silence lef in History?</p> <p><strong>Keywords: </strong>Contemporary Portuguese Fiction; Historiographical Metafiction; Intertextuality.</p> 2021-08-31T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2721 Sexualidades desviantes: 2021-08-31T12:02:17-03:00 Carlos Cavalcanti cajrmoura@gmail.com Ricardo Postal ricapostal@gmail.com <p>A sexualidade é um campo que tem ganhado espaço para discussão, tanto dos estudos acadêmicos quanto na produção literária. Nesse sentido, a Literatura Juvenil incorpora esse campo de discussão também nas suas produções. Mas, a respeito das sexualidades que não contemplam o molde heteronormativo, observa-se ainda certa invisibilidade no tratamento delas e suas representações em obras juvenis. Com isso em mente, o presente trabalho busca observar à luz de teóricos como Michel Foucault (2003), Judith Butler (2002), Jeffrey Weeks (2001), Guacira Lopes Louro (2001), como a obra de literatura juvenil nacional, <em>Um Milhão de Finais Felizes</em>, do ano de 2018, representa a invisibilidade da bissexualidade em relação a outras sexualidades moldadas segundo os dispositivos de opressão e regulação da sexualidade.</p> 2021-08-31T11:43:55-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2908 O duplo, o triplo, o múltiplo 2021-08-31T12:02:19-03:00 Douglas Eraldo dos Santos douglaseraldo@mx2.unisc.br <p>Neste trabalho interpretamos a narrativa <em>O Grifo de Abdera</em>, de Lourenço Mutarelli, e construímos diálogos desta com o fenômeno do duplo e, ainda, sob a luz da ficção brasileira contemporânea em sua estética de autoficção e metaficção.</p> 2021-08-31T11:52:17-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/litterata/article/view/2916 Entre a pena e a espada 2021-08-31T12:02:20-03:00 Sarug Dagir Ribeiro sdagir@gmail.com <p>A prosa de guerra de Paul de Molènes traz os presságios dos campos de batalha como os da Revolução de 1848 e da guerra da Crimeia, mas, ao empunhar a espada ele não se despede da pena. A sublimidade da sua devoção religiosa aliada à força regular da disciplina militar formaram neste grande escritor um novo ideal forjado entre a pluma e a espada. Este trabalho examina os procedimentos formais da sua prosa destacando os aspectos da espiritualidade e da ficcionalização da coqueteria militar em alguns dos seus romances. Para Molènes, a escrita tal como a guerra se deve à vontade divina, não havendo distinção entre o ideal humano e o ideal divino. Toda a sua imaginação estava sob o feitiço das paixões pungentes, do espírito de liberdade e do sentimento religioso. Ele soube proclamar o heroísmo da era das revoluções como nenhum outro escritor soube fazê-lo, produzindo uma obra pessoal única na literatura.</p> 2021-08-31T11:57:59-03:00 ##submission.copyrightStatement##