Catar
Resumo
Catar coisas no chão, escolhê-las e transportá-las para outros territórios mais poéticos. Poderíamos descrever assim as experimentações da artista contemporânea Lygia Clark. Fazer as coisas saírem um pouco das suas funções utilitárias, para que possam pousar em espaços sensíveis e poéticos. Contaminar um território com a força de outro, colonizá-lo com a potência que vem da precariedade e da poeira das ruas, afetá-lo até que se produza uma zona de indecidibilidade. Fazer com que o espectador seja afetado por objetos estéticos que migram precariamente para outros lugares. Reinventar um outro modo de vida dentro de zonas/cenas múltiplas. Partilhar o sensível, produzir dentro de novos endereços um levante, um outro corpo, cujo desejo seja rabiscar e ampliar o seu próprio devir. Rearranjar até que se dê conta de que o molde foi expandido e de que outra experiência foi erguida em planos múltiplos de criação.
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