Virando e (re)virando a minha dissertação: reflexões necessárias sobre a minha escrita
Resumo
Este trabalho é tanto uma autorreflexão sobre as provocações suscitadas à minha escrita, pelas disciplinas Metodologia da pesquisa e Historiografia e Crítica - ambas do Programa de pós-graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) − quanto um modo de ler criticamente a minha dissertação e de me encorajar a dizer “eu” na tese. É uma discussão da escrita ensaística, a partir da experiência no mestrado, no qual se abordou sobre a tendência de um discurso científico cada vez mais próximo da crítica literária, e a partir de textos sobre a escrita de si, estudados no doutorado. Nele, dialogo com a terceira tese de Boaventura de Sousa Santos, em Um discurso sobre as ciências (2010), sobre o paradigma emergente na ciência, de que todo conhecimento é autoconhecimento, e com conceitos de ensaio, presentes em Sobre a forma e a essência do ensaio: carta a Leo Popper, de Georg Lukács (2015) e O ensaio como forma, de Theodor W. Adorno (1986). Retomo as discussões de Barthes, das obras S/Z (1992), Escrever a leitura (2004) e Da leitura (2004). Comento o ensaio Roupa, memória, dor de Peter Stallybrass, para refletir sobre temas a partir de nossas experiências. Em síntese, reflito sobre fragilidades expressas na minha dissertação e sobre pontos positivos presentes nela, além de apontar como o corpus da pesquisa do doutoramento chega até mim pelas vias do afeto, narrando emoções e questões, que por me atravessarem, reivindica ainda mais que a minha escrita fuja da impessoalidade.
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