Entre pólvora e gritos, de Mallarmé aos insurgentes periféricos contemporâneos

Palavras-chave: Poesia, Tradição e ruptura, Poetas contemporâneos

Resumo

De Charles Baudelaire aos poetas contemporâneos do século XXI, o poema experimenta a cada tempo um processo cada vez mais acentuado de rupturas, seja na forma ou em seu conteúdo. Desde fins do século XIX, a materialidade das palavras ganhou destaque por Mallarmé e, posteriormente, por expoentes da vanguarda europeia, como Apollinaire, Zdanovitch e Marinetti. A entrada na modernidade estética se dar através de rupturas que poeta como Mallarmé (1842-1898) moveu no poema. Uma ruptura da tradição que fratura a forma do poema, rompendo com a tradição da escrita poética quando rasura a estrutura do poema causando uma cisão nos versos. Toda essa ruptura influenciou as gerações futuras, principalmente o concretismo brasileiro e por tabela a geração dos poetas marginais de 1970. Dito isso, esse texto tem como objetivo analisar como o rompimento da forma reorganizou a estrutura poética dos poemas ao longo do tempo, criando uma tensão entre significante e significado (forma e conteúdo) no fazer poético a partir daí outros modos de leitura do poema. Os poetas contemporâneos não se preocupam mais se o poema é um soneto, decassílabo, madrigal, se são versos livres ou brancos, a preocupação agora está na rima, na performance nesses novos aparatos estéticos de construção poética que fazem da poesia contemporânea essa pluralidade de vozes e sentidos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Paulo Sérgio Silva Da Paz, PPGCC/UNEB

Mestre em Estudo de Linguagens pelo Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens (PPGEL) Universidade do Estado da Bahia (2020). Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pelo Centro Universitário Jorge Amado (2015), e atualmente é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural (PPGCC) na linha de pesquisa Literatura, Produção Cultural e Modos de Vida. Membro do grupo de pesquisa NUTOPIA - Núcleo das Tradições Orais e Patrimônio Imaterial. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, atuando principalmente no seguinte tema: leitura; literatura; direitos humanos. Desenvolve sua pesquisa em torno das poéticas periféricas nos saraus, slams e nas ruas da cidade do Salvador.

Publicado
2025-11-03
Como Citar
Da Paz, P. S. (2025). Entre pólvora e gritos, de Mallarmé aos insurgentes periféricos contemporâneos. Litterata: Revista Do Centro De Estudos Hélio Simões, 12(1). https://doi.org/10.36113/litterata.v12i1.4275