Entre a pena e a espada

sobre a prosápia de Paul de Molènes

Resumo

A prosa de guerra de Paul de Molènes traz os presságios dos campos de batalha como os da Revolução de 1848 e da guerra da Crimeia, mas, ao empunhar a espada ele não se despede da pena. A sublimidade da sua devoção religiosa aliada à força regular da disciplina militar formaram neste grande escritor um novo ideal forjado entre a pluma e a espada. Este trabalho examina os procedimentos formais da sua prosa destacando os aspectos da espiritualidade e da ficcionalização da coqueteria militar em alguns dos seus romances. Para Molènes, a escrita tal como a guerra se deve à vontade divina, não havendo distinção entre o ideal humano e o ideal divino. Toda a sua imaginação estava sob o feitiço das paixões pungentes, do espírito de liberdade e do sentimento religioso. Ele soube proclamar o heroísmo da era das revoluções como nenhum outro escritor soube fazê-lo, produzindo uma obra pessoal única na literatura.

Biografia do Autor

Sarug Dagir Ribeiro, UFMG

Doutora em Psicologia pela UFMG, Mestra em Letras (Pós-Lit/UFMG) e Psicóloga Clínica

Publicado
2021-08-31
Seção
Artigos vários