Como (futuros) professores de matemática conceituam as noções de argumentação, prova e demonstração? O uso do software IRaMuTeQ para a categorização de dados textuais

Palavras-chave: Formação inicial de professores, Ensino de Matemática, Pesquisa longitudinal, Análise de similitude

Resumo

Este texto é um recorte de uma investigação de caráter longitudinal desenvolvida no contexto da formação inicial de professores, organizada em duas etapas distintas e extremas da graduação. Com foco na segunda etapa, o objetivo deste artigo é analisar como 14 (futuros) professores de Matemática conceituam as noções de argumentação, prova e demonstração, com auxílio do software IRaMuTeQ para a categorização de dados textuais, produzidos a partir da transcrição de entrevistas semiestruturadas virtuais. Constatou-se que os entrevistados tendem a não possuir clareza sobre as semelhanças e diferenças entre as noções de prova e demonstração. Em particular, observou-se que as diferenças entre as conceituações propostas pelos participantes geralmente divergem do modelo teórico de Nicolas Balacheff. Isso pode ser um indicativo de que, em geral, durante a formação inicial não se tem a preocupação de problematizar o uso de tais noções, especialmente com vista ao ensino de Matemática na Educação Básica.

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Biografia do Autor

João Carlos Caldato, Instituto Federal do Rio de Janeiro

Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) do quadro permanente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), campus Paracambi e doutorando em Ensino e História da Matemática e da Física pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PEMAT/UFRJ), instituição na qual obteve o título de Mestre em Ensino de Matemática, com interesse na formação inicial de professores, especialmente nos processos de argumentação e provas. Graduou-se no curso de Licenciatura em Matemática pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC/USP), com período sanduíche na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). Atualmente integra o Grupo de Pesquisa em Avaliação e Argumentação em Matemática (GPAM/UFRJ), coordenado pela Prof. Dr. Lilian Nasser, com interesse nas linhas de pesquisa referentes à Avaliação da aprendizagem e do ensino na Educação Matemática e à Argumentação e Provas no Ensino de Matemática.

Lilian Nasser, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1972), mestrado em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1976) e doutorado em Educação Matemática - University of London (1992). Atualmente é pesquisadora do Projeto Fundão e do Programa de Pós-graduação em Ensino de Matemática, do Instituto de Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PEMAT). Atou, em 2014, como coordenadora Adjunta de Matemática do Pacto Nacional para a Alfabetização na Idade Certa no Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: Geometria, Teoria de van Hiele, Educação Matemática no Ensino Superior, Argumentação e Processo Dedutivo, Matemática Financeira e Avaliação da Aprendizagem. Tem experiência na elaboração e correção de itens, e também na análise dos resultados de avaliações institucionais. Desde 2019 coordena o Grupo de Pesquisa de Avaliação em Matemática (IM/UFRJ).

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Publicado
2026-08-31
Como Citar
Caldato, J., & Nasser, L. (2026). Como (futuros) professores de matemática conceituam as noções de argumentação, prova e demonstração? O uso do software IRaMuTeQ para a categorização de dados textuais. Revista Eletrônica De Estudos Integrados Em Discurso E Argumentação, 26(2), 1-30. https://doi.org/10.47369/eidea-26-2-4823
Seção
Artigos