A ambiguidade dos letrados e o ensino da língua materna no Brasil

  • João Wanderley Geraldi Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Palavras-chave: Letras

Resumo

A predominância do português no Brasil conta com mais ou menos 250 ou 300 anos. Antes predominaram as duas línguas gerais, uma baseada no Jê (no norte) e outra no tupi-guarani (na costa). A política linguística do gabinete do Marquês de Pombal, ao proibir as línguas gerais em 1749, começa efetivamente a implantação da língua portuguesa. Provavelmente seríamos bilíngues não fosse esta política. Somente 100 anos depois a questão da língua passa a ser focalizada, com os indigenistas. Desde então, há uma posição dúbia dos letrados em relação aos falares do povo brasileiro, que oscila segundo as condições políticas: em épocas de concentração do poder, uma aproximação; em épocas de estado de direito, uma desaprovação. Este movimento pendular tem reflexos nos objetivos e objetos de ensino escolar sobre os quais será necessário debruçar-se.

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Publicado
2015-04-17
Como Citar
Geraldi, J. (2015). A ambiguidade dos letrados e o ensino da língua materna no Brasil. Revista Eletrônica De Estudos Integrados Em Discurso E Argumentação, 5(1), 108-121. Recuperado de https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/435
Seção
Artigos