As oscilações de estilo no Já Paraíba

  • Oriana de Nadai Fulaneti Universidade Federal da Paraíba
  • Dina Pereira de Melo Universidade Federal da Paraíba
Palavras-chave: Éthos, Semiótica Tensiva, Já Paraíba, Fernanda Ellen

Resumo

O presente artigo consiste na análise da cobertura de um infanticídio ocorrido em 2013, o caso Fernanda Ellen, pelo jornal sensacionalista Já Paraíba. A leitura das manchetes e reportagens com depoimentos de parentes e policiais envolvidos na investigação mostrou que o éthos do diário sofreu variações que construíram um discurso particularmente distinto da média das matérias comumente publicadas no , dada a gravidade das circunstâncias que a tragédia envolvia. Nesse contexto, surge a questão: pode o mesmo diário operar com dois ethé distintos nas coberturas de crimes? Para respondê-la, a contribuição da Semiótica Tensiva pareceu bastante pertinente. Uma análise comparativa entre a cobertura de crimes “previsíveis” contra mulheres e do Caso Fernanda Ellen mostra a existência de gradações de um mesmo ethos no Já Paraíba, além de um frutífero casamento entre Ethos e Semiótica Tensiva. 

Publicado
2019-08-31
Seção
Artigos Inéditos