A ambiguidade dos letrados e o ensino da língua materna no Brasil

João Wanderley Geraldi

Resumo


A predominância do português no Brasil conta com mais ou menos 250 ou 300 anos. Antes predominaram as duas línguas gerais, uma baseada no Jê (no norte) e outra no tupi-guarani (na costa). A política linguística do gabinete do Marquês de Pombal, ao proibir as línguas gerais em 1749, começa efetivamente a implantação da língua portuguesa. Provavelmente seríamos bilíngues não fosse esta política. Somente 100 anos depois a questão da língua passa a ser focalizada, com os indigenistas. Desde então, há uma posição dúbia dos letrados em relação aos falares do povo brasileiro, que oscila segundo as condições políticas: em épocas de concentração do poder, uma aproximação; em épocas de estado de direito, uma desaprovação. Este movimento pendular tem reflexos nos objetivos e objetos de ensino escolar sobre os quais será necessário debruçar-se.

Palavras-chave


Letras

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 Autor e Revista EID&A

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.