Argumentações e manipulações no filme Deus não está morto

  • Fernando Martins Fiori Universidade Federal de São Carlos
Palavras-chave: Argumentação. Manipulação. Semiótica discursiva. Cinema cristão

Resumo

Este artigo buscou analisar as técnicas argumentativas do filme Deus Não Está Morto (2014), realizado pela empresa Pure Flix Entertaiment, responsável por produções cinematográficas com temáticas cristãs e intuitos evangelizadores. O enredo gira em torno da personagem Josh Wheaton, calouro de uma universidade, que entra em um conflito ideológico com seu professor de filosofia, Jeffery Raddison. Este nega a existência de Deus e impinge sua convicção aos alunos, mas Josh se recusa a aceitá-la e se propõe a provar o contrário, em apenas três seminários. Evidenciamos como as técnicas de argumentação mobilizadas contribuem para a construção de um fazer-persuasivo sustentado pelo objetivo de levar a crer no Cristianismo, sobretudo, por intimidação. Nosso aparato teórico consistiu, principalmente, no livro Argumentação, de José Luiz Fiorin, que nos explica as diversas possibilidades argumentativas, além da semiótica narrativa e discursiva, cuja teoria nos ajudou a detectar as manipulações presentes no filme.

Biografia do Autor

Fernando Martins Fiori, Universidade Federal de São Carlos
Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som (PPGIS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Publicado
2018-07-15
Seção
Artigos Inéditos