Nos labirintos do discurso: as sombras saussurianas nos processos dialéticos

Palavras-chave: Dialética. Discurso. Tópicos. Argumentação

Resumo

Analisar a subjetividade linguística, entender o falante enquanto ator e construtor de uma realidade mediatizada pela e na linguagem implica também considerar parâmetros de análise que privilegiem uma concepção formal de língua que, ao mesmo tempo, incorpore e defina os limites da interlocução e do discurso. Será dessa perspectiva que situaremos nossa discussão sobre a dialética, cujas marcas nas teorizações do sistema lingüístico são indiretamente reconhecidas por Saussure ao formular o aspecto opositivo do signo linguístico, expresso na noção de valor, o que nos possibilita uma ampliação do signo saussuriano contrapondo-o à concepção filosófica amparada nas formulações das Categorias aristotélicas. Um lugar de (re)construção, simultâneo e, ao mesmo tempo, contraditório, no qual as explicações teóricas, sejam elas ideológicas, sociais ou históricas, encontram seu ponto de instabilidade.

Publicado
2018-12-13
Seção
Artigos Inéditos