O Arquivo Atlântico da Porta do Não Retorno: Impulsos autoteóricos nos ensaios de Dionne Brand

Palavras-chave: Dionne Brand, Um Mapa da Porta do Não Retorno, Autoteoria, Arquivo, Atlântico Negro

Resumo

Utilizando a metáfora do Atlântico Negro (Gilroy, 1993), este trabalho oferece uma leitura de Um Mapa da Porta do Não Retorno, de Dionne Brand (2022), a partir de dois eixos: sua relação com o Atlântico Negro como arquivo e sua expressão dialética da forma ensaística. A partir de contribuições de nomes como Roudinesco (2006) e Pedrosa et al. (2018), sublinha-se que o arquivo do Atlântico Negro é retomado por Brand (2022) na forma da Porta do Não Retorno como um problema para o presente, e não como uma solução num "culto de si" da pós-modernidade. O segundo eixo revela, à luz de Meneghetti (2011a, 2011b), Fournier (2021) e Adorno (2003), a leitura da forma ensaística como crítica social pelo seu experimentalismo. Conclui-se que os ensaios de Brand (2022) são políticos em sua crítica arquivística por recusarem um passado dogmático da modernidade, porém sem perder de vista que o arquivo incompleto e doloroso do Atlântico Negro se traduz na forma autoteórica.

 

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Biografia do Autor

Ruan Nunes Silva, Universidade Estadual do Piauí, Brasil

Doutor em Estudos de Literatura (UFF), mestre em Letras (Uerj) e Sociologia (UFPI). Atua na graduação (ensino de literaturas de língua inglesa) e na pós-graduação (Programa de Pós-graduação em Letras/Uespi e Mestrado Profissional em Letras/ProfLetras-Parnaíba).

Referências

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Publicado
2026-09-08
Como Citar
Nunes Silva, R. (2026). O Arquivo Atlântico da Porta do Não Retorno: Impulsos autoteóricos nos ensaios de Dionne Brand. Especiaria: Cadernos De Ciências Humanas, 23(1). https://doi.org/10.36113/especiaria.v23i1.4922
Seção
Dossiê Atlântico e Diáspora Africana: um oceano para a história e o pensamento