Especiaria: Cadernos de Ciências Humanas
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<div align="justify">A Revista Especiaria - Cadernos de Ciências Humanas [ISSN Eletrônico: 2675-5432; ISSN Impresso: 1517-5081] existe desde 1998, recebe artigos, resenhas e traduções de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, em português, inglês, francês, <span style="font-weight: 400;">italiano</span><span style="font-weight: 400;"> ou espanhol, da grande área de ciências humanas, apresentando-se assim como uma revista interdisciplinar. As submissões seguem fluxo contínuo, através de demanda livre e convite editorial, incluindo propostas de dossiês temáticos, artigos, resenhas, entrevistas e traduções que difundam o conhecimento científico.</span></div> <div align="justify"> A Revista Especiaria adota o sistema de avaliação por pares duplo-cego para a revisão de artigos submetidos. Esse processo garante a confidencialidade mútua entre autores e revisores, assegurando a imparcialidade e a qualidade científica das publicações.</div>Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)pt-BREspeciaria: Cadernos de Ciências Humanas1517-5081<p>Este artigo está licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0). Os autores retêm os direitos autorais e concedem à revista o direito exclusivo de primeira publicação. Esta licença permite o uso, compartilhamento, adaptação e reprodução do conteúdo, desde que seja atribuída a autoria original e a fonte.</p>A loucura aprisionada nas instituições ou na doença
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<p>O título deste ensaio justifica-se pela ideia de que as organizações são, em essência, manifestações psíquicas - isto é, são sustentadas por processos tanto conscientes quanto inconscientes que se constituem e se perpetuam. Esses processos geram imagens, ideias, pensamentos e comportamentos que, por sua vez, podem aprisionar as pessoas. A lógica do sistema está pensada nesse sentido. Embora as organizações sejam construções sociais, elas frequentemente adquirem uma autonomia simbólica e um poder próprio, capazes de influenciar - e até de controlar - os sujeitos que lhes deram origem. Este trabalho, fundamentado numa revisão crítica da literatura, pretende contribuir, de forma positiva, para o desenvolvimento do tema.</p>Jorge Paulo Rocha Ferreira
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2026-01-202026-01-2023110.36113/especiaria.v23i1.4862Saúde e doença na cosmologia indígena Tupinambá
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<p>Os povos Tupinambá, originários do litoral brasileiro, têm uma longa trajetória marcada pela resistência cultural e territorial frente aos processos coloniais e contemporâneos. A cosmologia do povo Tupinambá da Serra do Padeiro, situada no sul da Bahia, sustenta uma concepção holística de saúde, que integra dimensões físicas, espirituais, socioculturais e ambientais. Por meio de uma abordagem etnográfica, com utilização de entrevistas abertas e análise de narrativas, identificou-se que a saúde é compreendida como equilíbrio dinâmico entre corpo, mente, espírito, coletividade e natureza, enquanto a doença representa a ruptura dessa harmonia integradora. O cuidado tradicional envolve práticas como rezas, banhos com ervas, defumações e uso de plantas medicinais, articuladas pela atuação dos pajés e das anciãs, e orientadas por saberes ancestrais, transmitidos oralmente ao longo das gerações. Observa-se ainda uma relação complementar entre os conhecimentos tradicionais e a medicina alopática, especialmente em contextos em que há reconhecimento intercultural e respeito às epistemologias indígenas. A pesquisa evidencia que a saúde para os Tupinambá está intrinsecamente ligada ao vínculo com o território, à resistência política e à preservação cultural. Os resultados reforçam a importância da valorização dos saberes indígenas tradicionais e da incorporação dessas epistemologias nas políticas públicas para a saúde indígena, visando a construção de práticas de cuidado mais integrativas, culturalmente contextualizadas e sensíveis, que promovam a equidade e a autonomia dos povos indígenas.</p>Heloísa Kiminay Oliveira SantosRaquel Bispo MoreiraLarissa dos Santos CorrêaPricila Natasha Santos de JesusKatharina Gabrielli Reis Cardoso LopesMarcos Augusto de Castro Peres
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2026-09-012026-09-0123110.36113/especiaria.v23i1.4369Uma psicoética para além do marco deontológico: comportamentos da psicologia na contemporaneidade
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<p>Esta resenha apresenta <em>Ética en la práctica de la psicología</em> (Herder Editorial, 2023), de Martín, Aparicio e Jarne, obra que busca superar o quadro deontológico normativo da área. O manual diferencia deveres (deontologia) de uma ética profissional abrangente, interligando-as. A parte I discute os fundamentos, trata da bioética e compara códigos de conduta do psicólogo, como o estadunidense. A parte II cobre âmbitos aplicados: clínica, pesquisa, forense, educação, social, organizações, esporte, emergências e tecnologias emergentes. A resenha aponta o valor do método deliberativo, notando sua relevância para o contexto brasileiro, cotejando suas reflexões com o disposto no código de ética profissional do psicólogo no Brasil (CFP, 2005).</p>Fábio Luiz Nunes
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2026-01-132026-01-1323110.36113/especiaria.v23i1.4885Rotimi Fani-Kayode: o fotógrafo do Atlântico yorubano
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<p>As fotografias, para além do caráter poético e subjetivo, exercem uma função histórica e política que torna visíveis trânsitos, mudanças e transformações. Nesse sentido, o presente artigo propõe uma análise semiótica apurada de duas fotografias do artista yorubano Rotimi Fani-Kayode, a fim de discorrer sobre a presença reificada da yorubanidade no Atlântico e a forma como essa dimensão é convocada como recurso estético em suas imagens. Para tanto, são analisadas também duas fotografias do multiartista afrobaiano Ayrson Heráclito, de modo a evidenciar o diálogo entre as duas margens atlânticas, Nigéria e Bahia.</p>Jonathan Machado da Fonseca
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2026-06-122026-06-1223110.36113/especiaria.v23i1.4896Projeto Interlocuções: uma história prática da implicação da diáspora africana no sul da Bahia
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<p>A educação é um campo fundamental para o exercício da crítica social, buscando por transformações na sociedade e, partindo dessa premissa, este artigo apresenta uma descrição, seguida de uma análise, da atuação do projeto de extensão universitária da UESC chamado Interlocuções, que desenvolve atividades científicas e culturais com algumas comunidades escolares e movimentos sociais no sul da Bahia. Provocar reflexões sobre o racismo e as diversas formas de discriminação, estimular ações para buscar a eliminação da opressão sobre sujeitos que trazem em seus corpos e modos de vida os marcadores que costumam justificar sua exploração e discriminação são objetivos do Projeto Interlocuções e puderam ser avaliados neste artigo, que buscou relatar algumas atividades, metodologias desenvolvidas e ações durante um período de 15 anos, observando mais detalhadamente a cidade de Itacaré-BA Para a pesquisa, utilizaram-se algumas ideias basilares, como a da necessidade de o mundo atlântico contemporâneo precisar ser estudado a partir da diáspora africana, preconizada por Paul Gilroy (2001); que a educação deve ser democrática para o alcance da liberdade e autonomia, conforme defendia Paulo Freire (1996); e que o combate ao racismo deve ser uma posição política adotada no campo da educação, como defende Nilma Lino Gomes (2006). A partir disso, faz-se uma análise da história de sucesso de um projeto de extensão universitária que propõe intervenções nas comunidades com as quais trabalha, colaborando para a formação de jovens cidadãos mais conscientes e na de multiplicadores das proposições e metodologias adotadas.</p>Aline Areia Almeida MimosoLaila Brichta
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2026-06-122026-06-1223110.36113/especiaria.v23i1.4903Entre calundus e autos de fé: a resistência afrodiaspórica de Luzia Pinta frente à Inquisição na América Portuguesa Setecentista
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<p>O artigo analisa o processo inquisitorial de Luzia Pinta, mulher negra, forra e calunduzeira acusada de feitiçaria em Minas Gerais. Com base na micro-história e na leitura dos autos, busca reconstruir sua trajetória e compreender formas afrodiaspóricas de resistência diante do Tribunal do Santo Ofício. Luzia alcançou prestígio social por meio de práticas de cura e adivinhação de matriz banto, mas foi denunciada, encarcerada, torturada, condenada e degredada por admitir e descrever seus calundus, recusando-se a confessar pacto demoníaco. Sua defesa, ancorada em fé cristã imbricada à ancestralidade africana, revela estratégias discursivas que tensionam o modelo inquisitorial e a colocam como protagonista de sua história. Ao tratar os autos não só como instrumentos de repressão, mas como espaços de agência, o estudo propõe leitura afrodiaspórica que valoriza vozes silenciadas, como a de Luzia, cujos “ventos de adivinhação” atravessam o Atlântico como testemunho de resistência negra.</p>Juliana Maria de Almeida CarvalhoAdson Rodrigo Adson Pinheiro
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2026-06-122026-06-1223110.36113/especiaria.v23i1.4923A onda caribenha que leva e que traz: identidade migrante e a produção literária diaspórica haitiana contemporânea
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<p>Este artigo reflete sobre como a migração é parte constituinte da identidade caribenha e como a característica diaspórica pode ser observada na cultura e na produção literária antilhana. Na análise, busco essas características nas produções contemporâneas haitianas e observo como elas vêm ocorrendo no Brasil, considerando a crescente presença haitiana no país. Para essas ponderações, dialogo principalmente com intelectuais caribenhos, com os conceitos de crioulização de Glissant, meta-arquipélago, de Rojo, e radicante, de Bourriaud, e com escritores literários haitianos contemporâneos em diáspora. Os resultados da investigação demonstram que o Caribe, além de levar sua cultura para outros lugares por meio da diáspora, produz no trânsito a reflexão sobre si. Na literatura, a característica diaspórica não pode ser desvinculada das produções caribenhas, de modo que as experiências de encontros culturais e geográficos são componentes centrais nessas produções.</p>Taíse Staudt
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2026-06-122026-06-1223110.36113/especiaria.v23i1.4897Povos indígenas e imaginário social: experiências no ensino de história a partir do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência
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<p>Este artigo apresenta uma análise, a partir da observação de aulas de história realizadas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba) – campus Ilhéus, sobre a construção e desconstrução do imaginário social acerca dos povos indígenas. As aulas observadas abordaram a diversidade cultural, linguística e histórica dos povos indígenas antes da colonização, avançando até o confronto com imagens contemporâneas que evidenciam a pluralidade indígena atual. Verificou-se que estudantes, ao se depararem com tais imagens, manifestaram dificuldades de reconhecer a presença indígena, por não corresponder às representações estereotipadas internalizadas. A mediação docente promoveu a reflexão sobre identidade, agência e permanência desses povos, culminando em uma autoavaliação da unidade em que os alunos reconheceram lacunas formativas e a relevância da abordagem crítica para a construção de uma percepção histórica mais diversificada.</p>Alex Conceição CostaThamiles Lessa dos Santos
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2026-06-122026-06-1223110.36113/especiaria.v23i1.4891Brasil, Caribe e Estados Unidos em Diálogo: os circuitos intelectuais-ativistas de Lélia Gonzalez no Atlântico
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<p><span style="font-weight: 400;">O pensamento de Lélia Gonzalez (1935-1994) se constituiu por meio de deslocamentos que possibilitaram interlocuções diretas com tradições intelectuais e políticas de diferentes regiões, especialmente da África, do Caribe, da América Latina e dos Estados Unidos. Neste artigo, parte-se da hipótese de que essas conexões no mundo Atlântico contribuíram para a ampliação dos horizontes de sua reflexão crítica. Nesse contexto, este artigo tem como objetivos: 1) realizar o levantamento e a análise dos diálogos intelectuais explicitados nas referências presentes em seus textos, que influenciaram a construção de seu pensamento, especialmente quando sua produção adquire um caráter internacional; e 2) contextualizar as redes internacionais de diálogo com intelectuais africanos, caribenhos, latino-americanos, caribenhos e estadunidenses, destacando como e sobre o quê tais referências influenciaram na formulação de sua teoria e militância. Considera-se que a análise da circulação das ideias em sua obra revela a importância de reconhecer Lélia Gonzalez como uma intelectual em movimento, cujas influências ultrapassaram as fronteiras nacionais, refletindo a dinâmica das redes internacionais que articularam a confluência entre sua trajetória acadêmica e militante. Para alcançar os objetivos propostos, a metodologia adotada centra-se em uma abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, buscando não apenas identificar as figuras intelectuais e ativistas, especialmente no campo da questão racial, com as quais Gonzalez estabeleceu diálogo, mas também compreender o contexto e os sentidos atribuídos a essas referências em sua trajetória intelectual e de militância.</span></p>Mireile Silva Martins
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2026-08-272026-08-2723110.36113/especiaria.v23i1.4926Nas tramas uterinas de Um defeito de cor (2006)
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<p>Neste artigo, considerando a leitura e a análise da obra <em>Um defeito de cor</em>, de autoria da escritora afro brasileira Ana Maria Gonçalves, aponto o gênero romance como um terreno fértil, fecundo de existências e/ou imaginários possíveis para o fazer literário de escritoras negras, ou melhor, uma “forma uterina”, como dirá Fernanda Miranda. No texto narrativo, pretendo ressaltar como negras velhas, com seu modo singular de contar, (re)fundam o universo, atribuem vida aos seres por meio de uma performance enunciativa que, na tradição oral africana, conjuga palavra, gestos, sons e ritmo (como demonstram Honorat Aguessy, Leda Martins e Muniz Sodré), e, na diáspora negra, se atualiza na ritualística e na textualidade literária cotidiana das “comunidades-terreiro” (como pontua Henrique Freitas), e de comunidades <em>santeras</em> (sugerido por Ileana Sanz e Rogelio Martínez Furé). A performance narrativa dessas sujeitas negras é ‘grafada’ pelo corpo, segundo Leda Martins, e nos enreda pelo encanto, segundo Eduardo Oliveira. (Re)Cria, “por ‘feitiço’, o mundo”, de acordo com Muniz Sodré.</p>Josenildes da Conceição Freitas
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2026-08-272026-08-2723110.36113/especiaria.v23i1.4892Oceano Kalunga: renomear o Atlântico nas águas do sul-sul
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<p>Este texto propõe uma reinterpretação do Atlântico a partir da palavra Kalunga. Mais especificamente, movimenta o conceito de Oceano Kalunga para pensar a geopoesia nas cosmologias, experiências e vivências Sul-Sul que se espraiam entre Angola e Brasil. Contra a visão eurocentrada de “Atlântico civilizatório”, evidenciam-se violências coloniais: etnocídios nas diásporas dentro da grande diáspora que estrutura um mundo afro-brasileiro. Nesse contexto, a noção de kalunga, chave metodológica, ontológica e raizamática significa oceano, mar, morte, travessia. Nomeia, também, a maior comunidade remanescente de quilombo do Brasil – os Kalunga. Situada no Cerrado (longe das águas coloniais), situa-se na divisa entre Goiás e Tocantins (corredor da geopoesia). Em diálogos com Paxe e Machado, Gilroy e Mbembe, Leda Martins e Carlos Brandão, vocalidade e territorialidade constituem <em>rexistência</em> e elaboração simbólica. Na geopoesia, a raizama renomeia. Esse ato permite que terra, quilombo, luta e corpo coletivo possam falar. Renomear o mar, que tem gosto de sal e de sangue, invoca ancestralidade, liberdade e criatividade nos saberes afrodiaspóricos de Brasis liminares.</p>Augusto Rodrigues da Silva Junior
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2026-08-272026-08-2723110.36113/especiaria.v23i1.4928Ecos no Atlântico Negro: a travessia banto e o apagamento na história da Umbanda
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<p>Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os silenciamentos e apagamentos presentes na história da Umbanda, com foco em sua ancestralidade de matriz banto, frequentemente negligenciada pelas narrativas hegemônicas. A partir do mito fundador de 1908, protagonizado por Zélio Fernandino de Moraes, analisam-se os mecanismos de embranquecimento simbólico que estruturam a oficialização da religião. O objetivo é tensionar essa narrativa institucionalizada, resgatando contribuições afrodescendentes e práticas anteriores à institucionalização da Umbanda, como os rituais de Calundu. O referencial teórico articula os estudos de Bento (2022), Gonzalez (2020) e Sovik (2009) no campo da branquitude, com contribuições de autores que abordam as religiosidades afro-brasileiras: Silveira (2010), Dias (2024) e Luiz, Nunes e Antero (2025), e estudiosos das práticas religiosas dos bantos no Brasil, como Lopes (2023) e Alexandre (2023). A metodologia adotada é qualitativa, de caráter analítico e interpretativo. Como principal contribuição, o artigo busca ampliar a compreensão das dinâmicas raciais na história da Umbanda, reafirmando a importância de reconhecer e valorizar os saberes ancestrais invisibilizados pelas estruturas de poder racializadas.</p>Bruna Teixeira SantosDeivison Moacir Cezar de Campos
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2026-08-282026-08-2823110.36113/especiaria.v23i1.4902Ocupações pregressas e morfologia territorial da Vila Atlântica de São Jorge dos Ilhéus (Bahia, Brasil): do período pré-colonial ao século XVII
https://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/article/view/4925
<p>Por meio de prospecções arqueológicas e informações documentais foi possível localizar mais de três dezenas de sítios arqueológicos do período pré-colonial e do Brasil Colônia e discutir as opções e os elementos culturais, econômicos, ambientais e paisagísticos como fatores que orientaram a implantação dos assentamentos ancestrais e das antigas sesmarias, engenhos, fortificações, caminhos de acesso, portos e aldeamentos indígenas da vila colonial de São Jorge dos Ilhéus. Esses dados, aplicados ao Sistema de Informações Geográficas (SIG), permitiram-nos localizar, identificar e caracterizar diversos tipos de assentamentos erguidos desde tempos ancestrais até a primeira metade do século XVII. Ao estabelecer uma linha de continuidade entre as ocupações territoriais pregressas e os primeiros sítios da ocupação e da conquista colonial na vila sede da capitania de Ilhéus, ponderamos a respeito da simbiose/conflito entre colonizadores e preexistências nativas, revelando paisagens híbridas e apontando as ações dos povos originários como um dos principais fatores explicativos da morfologia que se configurou no processo de formação territorial e urbana da vila atlântica de São Jorge dos Ilhéus, nos seus primeiros 150 anos de implementação.</p>Marcelo Henrique DiasRonaldo Lima GomesWalter Fagundes Morales
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2026-08-282026-08-2823110.36113/especiaria.v23i1.4925Educação Especial e Inclusiva: da teoria às práticas educativas
https://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/article/view/5016
<p>Discute-se sobre a educação especial e inclusiva para uma compreensão de como a teoria tem auxiliado as práticas educativas. A educação especial deve estar lastreada por práticas educacionais implicadas com as normativas que a regulam, as quais garantem aos alunos portadores de necessidades especiais o direito de frequentarem o ambiente escolar, sem qualquer prejuízo ao seu bom desenvolvimento intelectual e emocional. Esta pesquisa possui caráter exploratório, aportada na metodologia Revisão de Literatura, o que possibilitou o conhecimento geral do tema para compreendê-lo e se traçar algumas orientações elementares para o aperfeiçoamento de práticas educativas no ambiente escolar. Seguiram-se discussão e análise do problema levantado: como a teorização sobre a educação especial e inclusiva tem sido incorporada às práticas educativas, desenvolvidas nas escolas, para o atendimento ao seu público-alvo? Sugeriram-se orientações que poderão beneficiar professores e demais interessados pela temática. Esses passos do processo metodológico possibilitaram o cumprimento dos objetivos específicos apresentados na introdução deste artigo.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Educação especial; Educação inclusiva; Normativas.</p>Rita Cristina Coelho de Almeida Santiago
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2026-08-282026-08-2823110.36113/especiaria.v23i1.5016