https://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/issue/feedEspeciaria: Cadernos de Ciências Humanas2026-06-13T14:51:26-03:00Ademar Bogoespeciaria@uesc.brOpen Journal Systems<div align="justify">A Revista Especiaria - Cadernos de Ciências Humanas [ISSN Eletrônico: 2675-5432; ISSN Impresso: 1517-5081] existe desde 1998, recebe artigos, resenhas e traduções de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, em português, inglês, francês, <span style="font-weight: 400;">italiano</span><span style="font-weight: 400;"> ou espanhol, da grande área de ciências humanas, apresentando-se assim como uma revista interdisciplinar. As submissões seguem fluxo contínuo, através de demanda livre e convite editorial, incluindo propostas de dossiês temáticos, artigos, resenhas, entrevistas e traduções que difundam o conhecimento científico.</span></div> <div align="justify"> A Revista Especiaria adota o sistema de avaliação por pares duplo-cego para a revisão de artigos submetidos. Esse processo garante a confidencialidade mútua entre autores e revisores, assegurando a imparcialidade e a qualidade científica das publicações.</div>https://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/article/view/4862A loucura aprisionada nas instituições ou na doença2026-01-20T20:49:30-03:00Jorge Paulo Rocha Ferreirajorge.ferreira.73@sapo.pt<p>O título deste ensaio justifica-se pela ideia de que as organizações são, em essência, manifestações psíquicas - isto é, são sustentadas por processos tanto conscientes quanto inconscientes que se constituem e se perpetuam. Esses processos geram imagens, ideias, pensamentos e comportamentos que, por sua vez, podem aprisionar as pessoas. A lógica do sistema está pensada nesse sentido. Embora as organizações sejam construções sociais, elas frequentemente adquirem uma autonomia simbólica e um poder próprio, capazes de influenciar - e até de controlar - os sujeitos que lhes deram origem. Este trabalho, fundamentado numa revisão crítica da literatura, pretende contribuir, de forma positiva, para o desenvolvimento do tema.</p>2026-01-20T17:54:58-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/article/view/4885Uma psicoética para além do marco deontológico: comportamentos da psicologia na contemporaneidade2026-03-05T11:27:47-03:00Fábio Luiz Nunesfabio.nunes.fln@gmail.com<p>Esta resenha apresenta <em>Ética en la práctica de la psicología</em> (Herder Editorial, 2023), de Martín, Aparicio e Jarne, obra que busca superar o quadro deontológico normativo da área. O manual diferencia deveres (deontologia) de uma ética profissional abrangente, interligando-as. A parte I discute os fundamentos, trata da bioética e compara códigos de conduta do psicólogo, como o estadunidense. A parte II cobre âmbitos aplicados: clínica, pesquisa, forense, educação, social, organizações, esporte, emergências e tecnologias emergentes. A resenha aponta o valor do método deliberativo, notando sua relevância para o contexto brasileiro, cotejando suas reflexões com o disposto no código de ética profissional do psicólogo no Brasil (CFP, 2005).</p>2026-01-13T12:24:55-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/article/view/4896Rotimi Fani-Kayode: o fotógrafo do Atlântico yorubano2026-06-13T14:51:26-03:00Jonathan Machado da Fonsecajonathan.fonssecca@gmail.com<p>As fotografias, para além do caráter poético e subjetivo, exercem uma função histórica e política que torna visíveis trânsitos, mudanças e transformações. Nesse sentido, o presente artigo propõe uma análise semiótica apurada de duas fotografias do artista yorubano Rotimi Fani-Kayode, a fim de discorrer sobre a presença reificada da yorubanidade no Atlântico e a forma como essa dimensão é convocada como recurso estético em suas imagens. Para tanto, são analisadas também duas fotografias do multiartista afrobaiano Ayrson Heráclito, de modo a evidenciar o diálogo entre as duas margens atlânticas, Nigéria e Bahia.</p>2026-06-12T00:00:00-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/article/view/4903Projeto Interlocuções: uma história prática da implicação da diáspora africana no sul da Bahia2026-06-13T14:51:22-03:00Aline Areia Almeida Mimosoalinemimoso28@gmail.comLaila Brichtalailabrichta@gmail.com<p>A educação é um campo fundamental para o exercício da crítica social, buscando por transformações na sociedade e, partindo dessa premissa, este artigo apresenta uma descrição, seguida de uma análise, da atuação do projeto de extensão universitária da UESC chamado Interlocuções, que desenvolve atividades científicas e culturais com algumas comunidades escolares e movimentos sociais no sul da Bahia. Provocar reflexões sobre o racismo e as diversas formas de discriminação, estimular ações para buscar a eliminação da opressão sobre sujeitos que trazem em seus corpos e modos de vida os marcadores que costumam justificar sua exploração e discriminação são objetivos do Projeto Interlocuções e puderam ser avaliados neste artigo, que buscou relatar algumas atividades, metodologias desenvolvidas e ações durante um período de 15 anos, observando mais detalhadamente a cidade de Itacaré-BA Para a pesquisa, utilizaram-se algumas ideias basilares, como a da necessidade de o mundo atlântico contemporâneo precisar ser estudado a partir da diáspora africana, preconizada por Paul Gilroy (2001); que a educação deve ser democrática para o alcance da liberdade e autonomia, conforme defendia Paulo Freire (1996); e que o combate ao racismo deve ser uma posição política adotada no campo da educação, como defende Nilma Lino Gomes (2006). A partir disso, faz-se uma análise da história de sucesso de um projeto de extensão universitária que propõe intervenções nas comunidades com as quais trabalha, colaborando para a formação de jovens cidadãos mais conscientes e na de multiplicadores das proposições e metodologias adotadas.</p>2026-06-12T00:00:00-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/article/view/4923Entre calundus e autos de fé: a resistência afrodiaspórica de Luzia Pinta frente à Inquisição na América Portuguesa Setecentista2026-06-13T14:51:17-03:00Juliana Maria de Almeida Carvalhojmariaacarvalho@gmail.comAdson Rodrigo Adson Pinheiroadson.rodrigo@gmail.com<p>O artigo analisa o processo inquisitorial de Luzia Pinta, mulher negra, forra e calunduzeira acusada de feitiçaria em Minas Gerais. Com base na micro-história e na leitura dos autos, busca reconstruir sua trajetória e compreender formas afrodiaspóricas de resistência diante do Tribunal do Santo Ofício. Luzia alcançou prestígio social por meio de práticas de cura e adivinhação de matriz banto, mas foi denunciada, encarcerada, torturada, condenada e degredada por admitir e descrever seus calundus, recusando-se a confessar pacto demoníaco. Sua defesa, ancorada em fé cristã imbricada à ancestralidade africana, revela estratégias discursivas que tensionam o modelo inquisitorial e a colocam como protagonista de sua história. Ao tratar os autos não só como instrumentos de repressão, mas como espaços de agência, o estudo propõe leitura afrodiaspórica que valoriza vozes silenciadas, como a de Luzia, cujos “ventos de adivinhação” atravessam o Atlântico como testemunho de resistência negra.</p>2026-06-12T20:19:10-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/article/view/4897A onda caribenha que leva e que traz: identidade migrante e a produção literária diaspórica haitiana contemporânea2026-06-13T14:51:12-03:00Taíse Staudttaisestaudt5@gmail.com<p>Este artigo reflete sobre como a migração é parte constituinte da identidade caribenha e como a característica diaspórica pode ser observada na cultura e na produção literária antilhana. Na análise, busco essas características nas produções contemporâneas haitianas e observo como elas vêm ocorrendo no Brasil, considerando a crescente presença haitiana no país. Para essas ponderações, dialogo principalmente com intelectuais caribenhos, com os conceitos de crioulização de Glissant, meta-arquipélago, de Rojo, e radicante, de Bourriaud, e com escritores literários haitianos contemporâneos em diáspora. Os resultados da investigação demonstram que o Caribe, além de levar sua cultura para outros lugares por meio da diáspora, produz no trânsito a reflexão sobre si. Na literatura, a característica diaspórica não pode ser desvinculada das produções caribenhas, de modo que as experiências de encontros culturais e geográficos são componentes centrais nessas produções.</p>2026-06-12T20:25:54-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/article/view/4891Povos indígenas e imaginário social: experiências no ensino de história a partir do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência2026-06-13T14:51:07-03:00Alex Conceição Costaalex.conceicao@ifba.edu.brThamiles Lessa dos Santostlsantos.his@uesc.br<p>Este artigo apresenta uma análise, a partir da observação de aulas de história realizadas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba) – campus Ilhéus, sobre a construção e desconstrução do imaginário social acerca dos povos indígenas. As aulas observadas abordaram a diversidade cultural, linguística e histórica dos povos indígenas antes da colonização, avançando até o confronto com imagens contemporâneas que evidenciam a pluralidade indígena atual. Verificou-se que estudantes, ao se depararem com tais imagens, manifestaram dificuldades de reconhecer a presença indígena, por não corresponder às representações estereotipadas internalizadas. A mediação docente promoveu a reflexão sobre identidade, agência e permanência desses povos, culminando em uma autoavaliação da unidade em que os alunos reconheceram lacunas formativas e a relevância da abordagem crítica para a construção de uma percepção histórica mais diversificada.</p>2026-06-12T20:35:46-03:00##submission.copyrightStatement##