Projeto Interlocuções: uma história prática da implicação da diáspora africana no sul da Bahia
Resumo
A educação é um campo fundamental para o exercício da crítica social, buscando por transformações na sociedade e, partindo dessa premissa, este artigo apresenta uma descrição, seguida de uma análise, da atuação do projeto de extensão universitária da UESC chamado Interlocuções, que desenvolve atividades científicas e culturais com algumas comunidades escolares e movimentos sociais no sul da Bahia. Provocar reflexões sobre o racismo e as diversas formas de discriminação, estimular ações para buscar a eliminação da opressão sobre sujeitos que trazem em seus corpos e modos de vida os marcadores que costumam justificar sua exploração e discriminação são objetivos do Projeto Interlocuções e puderam ser avaliados neste artigo, que buscou relatar algumas atividades, metodologias desenvolvidas e ações durante um período de 15 anos, observando mais detalhadamente a cidade de Itacaré-BA Para a pesquisa, utilizaram-se algumas ideias basilares, como a da necessidade de o mundo atlântico contemporâneo precisar ser estudado a partir da diáspora africana, preconizada por Paul Gilroy (2001); que a educação deve ser democrática para o alcance da liberdade e autonomia, conforme defendia Paulo Freire (1996); e que o combate ao racismo deve ser uma posição política adotada no campo da educação, como defende Nilma Lino Gomes (2006). A partir disso, faz-se uma análise da história de sucesso de um projeto de extensão universitária que propõe intervenções nas comunidades com as quais trabalha, colaborando para a formação de jovens cidadãos mais conscientes e na de multiplicadores das proposições e metodologias adotadas.
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