Um painel da arqueologia pré-histórica no Estado de São Paulo: os sítios cerâmicos

Marisa Coutinho Afonso

Resumo


Este artigo apresenta um painel da arqueologia pré-histórica do Estado de São Paulo a partir do estudo de sítios-chave para a discussão de fronteiras culturais entre os grupos ceramistas. Para tanto, foram realizados dois recortes, sendo um temporal para enfocar apenas os sítios cerâmicos pré-históricos, e o outro espacial, de modo a contemplar os limites territoriais do Estado de São Paulo (sudeste do Brasil). Uma vez que o Estado é delimitado por três grandes cursos d´água, Rio Grande, ao norte, Rio Paranapanema, ao sul e Rio Paraná a oeste, além da Serra do Mar e do Oceano Atlântico, a leste, estes limites têm um significado geográfico e não apenas político-administrativo. As indústrias dos sítios cerâmicos localizados em São Paulo podem ser agrupadas nas da tradição Tupiguarani (em São Paulo, estaria o limite entre Tupinambá, ao norte, e Guarani, ao sul), tradição Itararé/Taquara (Kaingang), no sul do Estado, tradição Aratu, no norte e leste do Estado, e tradição Uru, no norte do Estado. Indicam uma influência Tupi (abrangendo todo o território) e Jê (norte, leste e sul do estado), além de revelarem uma grande complexidade da interação cultural das ocupações ceramistas.


Palavras-chave


Sítios cerâmicos; São Paulo; Interação cultural; Tupi; Jê

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