Incidência da Toxoplasmose Gestacional e Congênita no Brasil: Uma Análise Baseada nos Dados do Sistema Único de Saúde

  • Yasmin Nunes Paes
  • Pedro Costa Campos Filho

Resumo

Introdução: A toxoplasmose é uma doença infecciosa provocada pelo protozoário Toxoplasma gondii, transmitido por contato com fezes de gatos ou consumo de carnes contaminadas. Objetivos: Analisar o perfil epidemiológico da toxoplasmose gestacional e congênita no Brasil, abrangendo a taxa de infecção por Toxoplasma gondii em gestantes, a incidência de casos congênitos e os índices de mortalidade fetal associados à infecção. Metodologia: O estudo investigou a prevalência da toxoplasmose gestacional e congênita no Brasil entre 2019 e 2024. Dados foram coletados por meio da ferramenta TabNet do SUS, integrada ao Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) do Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Para a taxa de infecção em gestantes, acessou-se a seção "TabNet" no DATASUS, selecionando "Doenças e Agravos de Notificação" e "Toxoplasmose Gestacional", definindo parâmetros de “região/UF de notificação” e “gestantes”, gerando a tabela de casos por período gestacional. Para a incidência de casos congênitos, escolheu-se "Toxoplasmose Congênita", definindo “região/UF de notificação” e “ano de notificação”, gerando a tabela de casos notificados. Para os índices de mortalidade fetal, na categoria "Toxoplasmose Congênita", selecionou-se “região/UF de notificação” e “evolução”, resultando na tabela de óbitos. Resultados/Discussão: Registraram-se 67.290 casos de toxoplasmose em gestantes, destes: 19.139 no 1º trimestre (28,4%), 25.392 no 2º trimestre (37,7%) e 21.174 no 3º trimestre (31,5%). Identificaram-se 26.051 casos de toxoplasmose congênita, distribuídos: 2.858 em 2019 (11,0%), 3.058 em 2020 (11,7%), 3.876 em 2021 (14,9%), 4.593 em 2022 (17,6%), 6.593 em 2023 (25,3%) e 5.083 em 2024 (19,5%). Em relação à mortalidade por toxoplasmose congênita, os dados apontam 163 óbitos (0,6%) no período analisado. Considerações finais: Os resultados revelam uma alta incidência de toxoplasmose em gestantes, especialmente no segundo trimestre, e um aumento contínuo dos casos congênitos desde 2021, possivelmente causado pela subnotificação durante a pandemia em 2020. Apesar da baixa taxa de óbitos, é crucial prevenir essa parasitose devido às suas possíveis consequências graves.

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Publicado
2026-05-14
Como Citar
Paes, Y., & Filho, P. (2026). Incidência da Toxoplasmose Gestacional e Congênita no Brasil: Uma Análise Baseada nos Dados do Sistema Único de Saúde. Revista Brasileira De Ciências Em Saúde - Brazilian Journal of Health Sciences, 4(1), 39-41. Recuperado de https://periodicos.uesc.br/index.php/rebracisa/article/view/5106

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