A TRADUÇÃO NO ECOSSISTEMA COMPUTACIONAL E A EMERGÊNCIA DO PROMPTISMO COMO COMPETÊNCIA PROFISSIONAL
Resumo
O presente artigo investiga a transposição da lógica tradutória para os ecossistemas computacionais contemporâneos, com foco na emergência do promptismo, atividade associada ao uso da Inteligência Artificial generativa. A pesquisa parte da hipótese de que a escrita de prompts eficazes constitui uma nova forma de letramento digital, capaz de reorganizar práticas tradicionais dos profissionais da linguagem. Metodologicamente, o estudo realiza uma análise teórico-crítica de caráter qualitativo, fundamentada em autores da teoria da tradução e dos estudos da linguagem, como Jakobson (1959), Benjamin (1984), Venuti (2008), Barrena (2004) e Cronin (2013), articulada a documentos formativos e relatórios recentes sobre engenharia de prompts. A investigação examina como essa competência vem sendo requisitada em novas configurações de trabalho, especialmente em áreas como marketing, ensino multilíngue e produção de conteúdo mediado por Inteligência Artificial. Os resultados indicam que o promptismo reconfigura funções tradicionalmente associadas ao tradutor, aproximando-se de práticas como a pós-edição, a curadoria discursiva e a mediação intersistêmica entre intenção humana e processamento algorítmico. Conclui-se, contudo, que essa competência permanece marcada por lacunas formativas e pela ausência de integração sistemática nos currículos das ciências da linguagem.
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