Percepção ambiental e valoração ambiental: o caso da barreira do Cabo Branco em João Pessoa - PB

  • Andrew Lucas Marcolino dos Santos Pinto Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Márcia Batista da Fonseca Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Adriano Firmino Valdevino de Araújo Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Resumo

O município de João Pessoa é conhecido por ter uma proporção elevada de áreas verdes por habitante, o que lhe rendeu em 1992, pela Organização das Nações Unidas (ONU), o título de segunda capital mais verde do mundo. João Pessoa possui indicadores de qualidade de vida elevados em comparação com as outras capitais do Nordeste. Segundo o IBGE, seu índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) em 2010 foi de 0,763, o que o classifica na faixa de Desenvolvimento Humano Alto. A partir de 2000, o município tem passado a ter taxas médias de crescimento populacional e econômico superiores às taxas médias do Nordeste e do Brasil no mesmo período, de modo a ser cada vez mais importante saber como esse crescimento recente afeta os recursos naturais locais e a qualidade de vida da região. Com isso, o presente trabalho apresenta de um estudo de percepção ambiental e valoração econômica da área onde está situada o Ponto Extremo Oriental das Américas, a Barreira do Cabo Branco, com o objetivo de captar as preferências individuais (percepção) e quantifica-las em termos monetários a partir da aplicação do método de avaliação contingente com o uso do modelo logit. Esta área possui um processo acelerado de erosão em meio a fatores como expansão imobiliária, fluxo de veículos e avanço do mar. Foram testados dois modelos para obtenção da Disposição a pagar (DAP) individual média dos agentes. No primeiro, o valor encontrado foi de R$15,17, enquanto que no segundo modelo a DAP foi de R$14,95.

Biografia do Autor

Andrew Lucas Marcolino dos Santos Pinto, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Possui segundo grau (ensino médio) pelo Instituto Educacional Rio Branco (2012). Graduando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Paraíba (2013-atualmente). Bolsista de Iniciação Científica do CNPq. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia do Trabalho e Economia dos Recursos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: diagnóstico socioeconômico, desenvolvimento local, gestão municipal, percepção e valoração ambiental.
Márcia Batista da Fonseca, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Pos-doutorado pela Universidade de Ghent - Belgica (2011). Doutora em Economia Internacional pela UFPE (2004). Mestre em Economia da Empresa (PPGE/UFPB). Professora associada do departamento de economia da UFPB, lenciona Economia Internacional e Economia do Meio Ambiente na graduação e no Programa de pós Graduação em Economia e no PRODEMA -UFPB. Atua na UFPB Virtual como Coordenadora da Especialização em Gestão Pública Municipal, com experiência em Economia do Setor Público e Finanças.
Adriano Firmino Valdevino de Araújo, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Paraíba (2000), mestrado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (2002) e doutorado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (2007). Atualmente é professor adjunto do Departamento de Economia da Universidade Federal da Paraíba e professor do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional da Fundação Universidade Federal do Tocantins (PPGDR/UFT). Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Ambiental, em especial métodos de valoração econômica, Economia do Crime e Métodos Quantitativos.

Referências

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Publicado
2018-04-10