Prospecção de Proteases a Partir do Crescimento de Microrganismos Isolados da Antártica em Meio Específico

  • Rebeca Santos da Conceição
  • Rosângela Oliveira dos Santos Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Maria Clara Souza Santos Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Maria Clara Bessa Souza Universidade Estadual de Santa Cruz
  • João Carlos Teixeiras Dias Universidade Estadual de Santa Cruz

Resumo

Introdução: A Antártica é um continente, com características únicas que permitem a existência de espécies microbianas extremófilas, capazes de se adaptar a diversas condições. A literatura apresenta várias biomoléculas com características singulares produzidas por microrganismos antárticos, incluindo moléculas antimicrobianas, antibiofilme, antifúngicas, anticancerígenas e extremozimas proteolíticas. Objetivo: Dessa maneira, este estudo objetiva prospectar a atividade de produção de proteases por microrganismos isolados da Antártida utilizando meio de cultura específico. Metodologia: Os microrganismos utilizados foram isolados de amostras de solo antártico obtidas por coleta realizada em parceria com o PROANTAR (Programa Antártico Brasileiro). O isolamento foi feito realizado previamente por pesquisadores do grupo de pesquisa LMA (Laboratório de Monitoramento Ambiental). Cinco microrganismos foram selecionados para serem avaliados neste estudo sendo o microrganismo 19, 12, 11, 7 e 27. Os isolados foram submetidos ao crescimento em caldo nutriente por 24 h a 20 ºC e 150 rpm em incubadora shaker. Para avaliar a atividade proteolítica, 40 µL do inóculo microbiano foram adicionados em poços de 6 mm no centro de placas de petri contendo meio LA sólido modificado com adição de leite em pó desnatado (Molico – Nestlé). As placas foram incubadas em B.O.D com temperatura de 20 ºC por 48 horas. Resultados/Discussão: Em seguida, a atividade proteolítica foi determinada pela avaliação de zonas claras ao redor das colônias, representando halos de degradação. Os resultados revelaram que dos 5 microrganismos testados 1 apresentou positividade para produção de proteases apresentando halo de degradação com media 3,17 mm de diâmetro. Conclusão final: Os achados de estudo demonstram que um dos isolados produz proteases com atividade ainda inexplorada havendo possibilidade potencial de aplicações biotecnológicas.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2026-05-15
Como Citar
da Conceição, R., dos Santos, R., Santos, M., Souza, M., & Dias, J. (2026). Prospecção de Proteases a Partir do Crescimento de Microrganismos Isolados da Antártica em Meio Específico. Revista Brasileira De Ciências Em Saúde - Brazilian Journal of Health Sciences, 4(1), 42-44. Recuperado de https://periodicos.uesc.br/index.php/rebracisa/article/view/5107