O Tratamento Paterno com Kisspeptina – 10 Melhora as Alterações Metábolicas da Prole Causadas pelo Hipotireoidismo Crônico em Ratos Machos

  • Larissa Souza da Silva
  • Cleisla Souza Oliveira Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Bianca Reis Santos Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Juneo Freitas Silva Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Luciano Cardoso Santos Universidade Estadual de Santa Cruz

Resumo

Introdução: O hipotireoidismo, uma condição caracterizada pela baixa produção de hormônios tireoidianos, pode levar a disfunções metabólicas significativas, como obesidade e resistência à insulina. Embora essas alterações impactem a saúde do indivíduo afetado, não está claro como a hipofunção tireoidiana paterna pode influenciar a saúde metabólica da descendência. Além disso, a kisspeptina, peptídeo conhecido pelos seus efeitos na reprodução de mamíferos, tem sido elencado também como um potente modulador metabólico. Objetivos: Dessa forma, este estudo investigou a influência intergeracional do hipotireoidismo paterno no metabolismo glicêmico da prole F1 de ratos e possíveis efeitos preventivos da kisspeptina-10 (Kp10) sobre essa influência. Metodologia: Ratos Wistar machos eutireoideos (n=12), hipotireoideos (n=11) e hipotireoideos tratados com Kp10 (n=12) foram acasalados com fêmeas saudáveis para obtenção da prole. O metabolismo glicêmico dos descendentes machos e fêmeas da geração F1 foi analisado por testes de tolerância à glicose (TTG) e insulina (TTI) aos 30 e 60 dias pós nascimento (DPN), e coletados o fígado e pâncreas aos 60 DPN (CEUA No 08/23). Resultados/Discussão: Na prole fêmea, o hipotireoidismo paterno aumentou a resistência à insulina aos 30 DPN, intolerância à glicose aos 60 DPN, além de aumentar a massa pancreática. Nos machos, por sua vez, os filhos de pais hipotireoideos apresentaram massas pancreática e hepática menores, além de exibir intolerância à glicose e redução da resistência à insulina. O tratamento paterno com Kp10 melhorou a tolerância à glicose dos machos F1 aos 60 DPN e reduziu ainda mais a resistência à insulina. Nas fêmeas F1, embora não tenha normalizado a resistência à insulina aos 30 DPN, a Kp10 também melhorou a tolerância à glicose aos 60 DPN. Considerações Finais: Esse é o primeiro estudo mostrando que o hipotireoidismo paterno afeta a programação metabólica da prole de forma dependente do sexo, e que Kp10 pode prevenir potencialmente esses efeitos.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2026-05-08
Como Citar
da Silva, L., Oliveira, C., Santos, B., Silva, J., & Santos, L. (2026). O Tratamento Paterno com Kisspeptina – 10 Melhora as Alterações Metábolicas da Prole Causadas pelo Hipotireoidismo Crônico em Ratos Machos. Revista Brasileira De Ciências Em Saúde - Brazilian Journal of Health Sciences, 4(1), 19-21. Recuperado de https://periodicos.uesc.br/index.php/rebracisa/article/view/5096