Reflexões sobre as minhas contribuições no campo da educação empreendedora
Resumo
Este artigo reflete criticamente sobre a trajetória da autora e suas contribuições para a Educação Empreendedora (EE) no Brasil ao longo de três décadas. A narrativa toma como fio condutor a transição da autora de Recursos Humanos para a atuação empreendedora, a academia e o Terceiro Setor, destacando como experiências e redes construídas nesse percurso favoreceram sua inserção e produção no campo. Sobressai sua investigação pioneira sobre o Empretec e a sistematização de debates que marcaram a evolução teórica da EE: de abordagens centradas em traços psicológicos e motivação de realização (McClelland) a perspectivas contemporâneas orientadas à ação em contextos incertos, como Effectuation e Bricolagem. O texto discute ainda a passagem do ensino tradicional - com ênfase no plano de negócios e na racionalidade linear - para metodologias ativas e experienciais, voltadas ao protagonismo do aprendiz, à criação de valor e à aprendizagem situada. Nesse contexto, são revisadas iniciativas-chave coordenadas pela autora: o artigo de 2005, os livros organizados em 2010 e 2017, o Termo de Referência em EE (2020) e a metodologia de vídeo-casos do Projeto SaSS Brasil, que ampliou o acesso a materiais didáticos sobre empreendedores brasileiros. Conclui-se que as iniciativas de EE devem explicitar sua opção ontológica e pedagógica, a teoria de mudança, e definir objetivos, público-alvo, resultados esperados, conteúdos, métodos e, além de fortalecer a formação docente, a articulação com ecossistemas colaborativos e a avaliação de resultados ou de impacto.
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