https://periodicos.uesc.br/index.php/rcsn/issue/feed Revista Ciências Sociais & Negócios 2026-07-06T14:21:32-03:00 Josefa Sônia Pereira da Fonseca revcienciaenegocios@uesc.br Open Journal Systems <p>A&nbsp;Revista Ciências Sociais &amp; Negócios é um periódico&nbsp;interdisciplinar que visa a publicação de trabalhos inéditos e originais de pesquisas acadêmicas, análises críticas e estudos de caso que conectem profundamente a teoria das Ciências Sociais, como Administração, Economia, Ciências Contábeis e afins, com a aplicação prática. Sua periodicidade é semestral, aceitando submissões em fluxo contínuo, em português e espanhol.</p> https://periodicos.uesc.br/index.php/rcsn/article/view/5147 Empreendedorismo e educação empreendedora no nordeste brasileiro: ecossistemas, transformação territorial e pedagogias contextualizadas 2026-07-02T18:13:33-03:00 Jacinto Jardim jacinto.jardim@uab.pt <p>A educação empreendedora em territórios marcados por desigualdades estruturais exige abordagens capazes de articular aprendizagem, ecossistemas regionais e dinâmicas socioculturais locais. Este estudo analisa experiências apresentadas no 35.º Fórum Internacional Permanente de Educação para o Empreendedorismo (Fipee), realizado online sobre o empreendedorismo no Nordeste brasileiro, em diálogo com dados do Global Entrepreneurship Monitor Brasil 2024. A investigação adota uma abordagem qualitativa, documental e interpretativa, baseada na análise temática de relatos, documentos institucionais e evidências do fórum. Os resultados indicam que as iniciativas de maior potencial transformador são aquelas que articulam competências empreendedoras, redes institucionais, inclusão produtiva e valorização das identidades territoriais. O estudo consolida três conceitos autorais: educação empreendedora situada, pedagogias territorializadas e educação empreendedora como infraestrutura social. Propõe-se ainda o Modelo Sistémico de Educação Empreendedora Territorializada, segundo o qual a eficácia da educação empreendedora depende da sua integração&nbsp;com ecossistemas regionais, políticas públicas, redes colaborativas e práticas pedagógicas enraizadas nos territórios. Conclui-se que o Nordeste brasileiro deve ser compreendido não apenas pelas suas vulnerabilidades históricas, mas também como espaço produtor de inovação pedagógica, criatividade comunitária e desenvolvimento empreendedor territorializado.</p> 2026-07-02T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/rcsn/article/view/5148 Reflexões sobre as minhas contribuições no campo da educação empreendedora 2026-07-02T18:13:40-03:00 Rose Mary Almeida Lopes Lopes roselopesbr@gmail.com <p>Este artigo reflete criticamente sobre a trajetória da autora e suas contribuições para a Educação Empreendedora (EE) no Brasil ao longo de três décadas. A narrativa toma como fio condutor a transição da autora de Recursos Humanos para a atuação empreendedora, a academia e o Terceiro Setor, destacando como experiências e redes construídas nesse percurso favoreceram sua inserção e produção no campo. Sobressai sua investigação pioneira sobre o Empretec e a sistematização de debates que marcaram a evolução teórica da EE: de abordagens centradas em traços psicológicos e motivação de realização (McClelland) a perspectivas contemporâneas orientadas à ação em contextos incertos, como Effectuation e Bricolagem. O texto discute ainda a passagem do ensino tradicional - com ênfase no plano de negócios e na racionalidade linear - para metodologias ativas e experienciais, voltadas ao protagonismo do aprendiz, à criação de valor e à aprendizagem situada. Nesse contexto, são revisadas iniciativas-chave coordenadas pela autora: o artigo de 2005, os livros organizados em 2010 e 2017, o Termo de Referência em EE (2020) e a metodologia de vídeo-casos do Projeto SaSS Brasil, que ampliou o acesso a materiais didáticos sobre empreendedores brasileiros. Conclui-se que as iniciativas de EE devem explicitar sua opção ontológica e pedagógica, a teoria&nbsp;de mudança, e definir objetivos, público-alvo, resultados esperados, conteúdos, métodos e, além de fortalecer a formação docente, a articulação com ecossistemas colaborativos e a avaliação de resultados ou de impacto.</p> 2026-07-02T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/rcsn/article/view/5149 Determinantes da inovação e empreendedorismo feminino no agronegócio: uma análise da inclusão de género no Programa de Incubação de Negócios AgroAlimentares (PROINAGRO) 2026-07-02T18:13:48-03:00 Joana Manuel Matusse Joaquim joana.joaquim@uem.mz António da Piedade Melo antonio.melo@uem.mz Alexandre José Kulemedzana alexandre.kulemedzana@uem.mz <p>O presente artigo aborda a confluência entre o empreendedorismo feminino e a inovação tecnológica no setor agroalimentar moçambicano, tomando como base os resultados do Programa de Incubação de Negócios Agro-Alimentares (PROINAGRO), implementado pela Universidade Eduardo Mondlane com o financiamento do Banco Mundial. O estudo investiga a integração de mecanismos de suporte técnico-financeiro e a incorporação de variáveis de género, em ecossistemas de incubação universitária, como determinantes para a conversão de ciência em startups escaláveis, propondo-se a analisar o impacto das estratégias de inclusão e&nbsp;das metodologias de incubação prática na capacidade de inovação e na viabilidade de modelos de negócio liderados por mulheres, tomando o PROINAGRO como unidade de análise. A pesquisa fundamenta-se no quadro teórico do Gender-Aware Framework de Brush et al. (2009) e nas teorias de inovação incremental (Amable, 1995), articulando estas perspetivas com a abordagem learning by doing (Kenneth, 1962). Para o efeito, adopta uma abordagem qualitativa de estudo de caso, baseada na análise documental do PROINAGRO, acompanhamento prático e observação participante das startups em todas as fases do processo de incubação. Os resultados sugerem que o PROINAGRO se destacou pela inclusão estratégica de género, alcançando uma participação feminina de 45% entre os proponentes de startups, assim como pela eficácia da abordagem learning by doing na mitigação de barreiras tecnológicas. Evidencia-se, igualmente, que a inclusão de mulheres em ecossistemas de inovação não apenas promove a equidade de género, mas também amplia a diversidade de soluções resilientes orientadas para a promoção da segurança alimentar. Em suma, o fortalecimento institucional e o acesso a recursos tecnológicos são factores determinantes para a sustentabilidade das empresas lideradas por mulheres no contexto do agronegócio, sendo que a consolidação do nexo género e inovação configura-se como um imperativo estratégico para potenciar a resiliência produtiva e a segurança alimentar no contexto moçambicano.</p> 2026-07-02T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/rcsn/article/view/5150 Educação empreendedora, empreendedorismo social e sustentabilidade socioambiental: perspectivas para transformação e desenvolvimento sustentável 2026-07-02T18:13:57-03:00 Solange Rodrigues de Santos Corrêa srscorrea@gmail.br Jacinto Jardim jacinto.jardim@uab.pt <p>O presente estudo analisa as contribuições da Educação Empreendedora para o fortalecimento do empreendedorismo social e da sustentabilidade socioambiental, considerando as relações entre desenvolvimento humano, inovação social, universidades empreendedoras e ecossistemas de inovação sustentável. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, exploratória e bibliográfica, fundamentada em revisão narrativa e analítica da literatura nacional e internacional sobre Educação Empreendedora, negócios de impacto, desenvolvimento sustentável e transformação social. Os resultados evidenciam que a Educação Empreendedora contemporânea vem ultrapassando abordagens centradas exclusivamente na criação de negócios e no desempenho econômico, passando a incorporar dimensões relacionadas à responsabilidade social, inclusão socioeconômica, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento humano. Além disso,&nbsp;observou-se que universidades empreendedoras e ecossistemas de inovação desempenham papel estratégico na promoção de práticas voltadas à inovação social, ao empreendedorismo sustentável e ao fortalecimento do desenvolvimento territorial. Conclui--se que a Educação Empreendedora possui potencial relevante para formação de agentes comprometidos não apenas com geração de renda, mas também com transformação socioambiental sustentável e construção de modelos de desenvolvimento mais inclusivos, inovadores e socialmente responsáveis.</p> 2026-07-02T15:26:47-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/rcsn/article/view/5151 Do Parque Tecnológico ao ecossistema empreendedor: vinte anos de fomento ao empreendedorismo inovador no SergipeTec 2026-07-02T18:14:03-03:00 André Luiz Gusmão Gusmão criactivo@gmail.com Fernando Petrônio Ferreira de Matos fernandopetronio1@gmail.com Cristiane Tavares Fonseca de Moraes Nunes profacristavares@outlook.com <p>Este artigo examina a trajetória do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) ao longo de vinte anos, analisando como o parque estrutura e articula instrumentos de fomento ao empreendedorismo inovador em um estado caracterizado por baixa densidade industrial e tecnológica. Com base em pesquisa documental, especialmente no livro comemorativo de 20 anos do SergipeTec e em documentos institucionais, são descritos a evolução histórica, o desenho institucional e o funcionamento de mecanismos como incubadora, programas de pré-incubação e residência, Centro Vocacional Tecnológico, Fábrica de Software e iniciativas como o Inovar-SE. A análise utiliza referenciais teóricos sobre parques tecnológicos, ecossistemas empreendedores inovadores e a Knowledge Spillover Theory of Entrepreneurship, com ênfase na base de conhecimento regional, no capital humano,&nbsp;na cultura empreendedora e nos mecanismos de transbordamento de conhecimento. Os resultados indicam que o SergipeTec atua como um ambiente de inovação que integra formação de jovens, apoio à criação e consolidação de startups e articulação entre governo, universidades e empresas, contribuindo para o surgimento de um ecossistema empreendedor em Sergipe. O estudo também discute limites e desafios de um modelo dependente de financiamento público e de lideranças específicas, além de oportunidades para expansão de programas e consolidação de redes de cooperação.</p> 2026-07-02T16:34:32-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/rcsn/article/view/5152 Natureza! Sujeito de direito: um bem a se compreender para empreender 2026-07-02T18:14:11-03:00 Norma Sueli Padilha normasp@gmail.com Almeciano José Maia Junior ajmaiajr@uesc.br Solange Rodrigues de Santos Corrêa srscorrea@uesc.br <p>O presente artigo analisa o processo histórico de dissolução dos bens comuns e a consolidação da propriedade privada capitalista, destacando suas implicações sociais, ambientais e políticas. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, desenvolvida a partir de uma abordagem crítica sobre os fundamentos históricos, jurídicos e filosóficos que legitimaram a expropriação dos territórios comunais e a expansão da propriedade privada. O estudo revisita o conceito de comum sob diferentes perspectivas teóricas, discutindo suas possibilidades de aplicação no contexto contemporâneo e refletindo sobre os impactos da concentração fundiária, da mercantilização dos recursos naturais e da exclusão social. Os resultados evidenciam que muitos dos argumentos historicamente utilizados para justificar a dissolução dos bens comuns perderam legitimidade diante do agravamento das desigualdades sociais e da crise ambiental. Além disso, destaca-se que iniciativas baseadas na cooperação, na economia solidária e no empreendedorismo social podem contribuir para a valorização dos bens comuns e para a construção de formas mais inclusivas e sustentáveis de desenvolvimento. Conclui-se que o resgate do comum constitui importante alternativa para o fortalecimento da justiça social, da proteção ambiental e da gestão compartilhada dos recursos essenciais à vida.</p> 2026-07-02T16:48:15-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/rcsn/article/view/5153 Como desarrollar competencias emprendedoras en la Facultad Politécnica 2026-07-03T09:23:05-03:00 Saúl Severiche Toledo saulseveriche@uagrm.edu.bo Claudia Lichtenstein Lechuga claudialichtenstein@uagrm.edu.bo <p>En el presente trabajo se menciona como desarrollar la educación emprendedora en la Facultad Politécnica de la Universidad Autónoma Gabriel Rene Moreno - UAGRM de Santa Cruz, Bolivia. En esta Facultad se imparten carreras técnicas a nivel superior: Construcciones Civiles, Electrónica, Electricidad Industrial y Mecánica; y a nivel licenciatura las carreras de: Ofimática, Ingeniería en Agrimensura, Ingeniería de los Materiales e Ingeniería de Metalurgia. Se plantea que, mediante los métodos activos de aprendizaje se pueda desarrollar una educación que produzca frutos para la sociedad. La educación activa permite desarrollar competencias emprendedoras en los estudiantes. La investigación es aplicada, cualitativa y exploratoria con análisis de información primaria y secundaria. Se utiliza el paradigma crítico. Como resultado se presenta un documento guía que oriente y potencie la educación emprendedora en la Facultad Politécnica, para el desarrollo de competencias emprendedoras en el educando.</p> 2026-07-02T17:03:04-03:00 ##submission.copyrightStatement## https://periodicos.uesc.br/index.php/rcsn/article/view/5154 Empreender, inovar, gerir negócios – o que é preciso saber? 2026-07-06T14:21:32-03:00 Antonio Vico Mañas antonio@gmail.com <p>Novos tempos e mudanças constantes em que se vive e que exigirá a convivência com transformações, muitas inimagináveis, fazem com que as atividades, profissões, organizações, tecnologias, bem como costumes e comportamentos sofram alterações e grandes adaptações. A partir da pergunta formulada no título, este autor procurou obter informações que viessem a permitir conhecer as dificuldades, os desafios e o que seria, é e poderá ser preciso para empreender, inovar e gerir negócios. A pretensão cabe dentro das possibilidades de construir material que disponibilizado colabore para que se empreenda, se inove, se tenha ou se atue em empreendimentos e se possa gerir ou colaborar para que os negócios atinjam um patamar desejado. Dentro dessas possibilidades se encontram desejos e necessidades de formar pessoas para que efetivamente o façam. Formar e não somente informar. Além de pesquisar bibliografia desenvolveu-se contatos/entrevistas com pessoas que na prática viviam e vivem esse dilema. Com todas as dificuldades inerentes, poucos concordaram em participar de forma aberta, identificando-se ou nominando o seu negócio, mas houve um número significativo de interessados em conversas a respeito. Agregando-se a experiência de gestor, empreendedor, inovador, professor e pesquisador do autor, os encaminhamentos permitiram obter material para&nbsp;compor o artigo que finalizado demonstra que existem os caminhos tortuosos para se chegar a algo próximo do ótimo, bem ou mal conhecidos, apenas dependem do querer, do exercer papéis sendo que um deles, muito importante é caracterizado pela liderança pessoal. Habilidades e competências foram colocadas e sabedores das suas exigências, mostraram-se conhecidas, porém nem sempre implementadas a contento.</p> 2026-07-06T14:21:32-03:00 ##submission.copyrightStatement##