FRUIÇÃO E PERMANÊNCIA EM CENTROS HISTÓRICOS TOMBADOS:

UM OLHAR SOBRE PARATY/RJ

  • Camila Dazzi CEFET/RJ
  • Davi Bastos Santos CEFET-RJ

Resumo

Paraty (RJ) tornou-se, ao longo das últimas décadas, um caso exemplar das ambiguidades da preservação: patrimônio celebrado, mas cidade vivida sob pressões turísticas intensas. Neste artigo, discutimos como a patrimonialização do Centro Histórico – tombado pelo IPHAN e, desde 2019, inscrito na lista do Patrimônio Mundial – convive com barreiras menos visíveis: preços em alta, reconfiguração de usos do solo e afastamento de práticas culturais locais do circuito central. A análise combina revisão crítica (Bourdieu, Fanon, Hall, Said, Canclini) com um levantamento de campo realizado entre julho e setembro de 2023 (57 questionários com visitantes e observação direta em diferentes horários e dias). Os dados mostram um público majoritariamente de alta renda, pouca interação com comunidades caiçaras, quilombolas e guarani e avaliações positivas do conjunto arquitetônico, mas com dúvidas sobre “autenticidade” e pertencimento. Em vez de propor dicotomias fáceis, o texto sustenta que ampliar o acesso passa por ajustar a gestão: integrar turismo e vida cotidiana, reconhecer o papel das comunidades na produção de valor cultural e apoiar experiências de turismo de base comunitária.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Davi Bastos Santos, CEFET-RJ

Possui Graduação em Turismo pelo CEFET-RJ campus Nova Friburgo, tendo sido bolsista PIBIC por dois anos. No momento está cursando o Mestrado em Turismo e Patrimônio, dando continuidade ao Trabalho de Conclusão de Curso, dedicado ao estudo do Centro Histórico de Paraty e às suas relações com o Turismo.

Publicado
2026-05-13