CULTUR - Revista de Cultura e Turismo https://periodicos.uesc.br/index.php/cultur <div align="justify"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">A Cultur - Revista de Cultura e Turismo foi criada em 2007 com a missão de fomentar a produção científica e a divulgação de conhecimento multidisciplinar relacionado com Cultura, Lazer e Turismo, objetivando a troca de informações, a reflexão e o debate, provando assim o desenvolvimento social. Atualmente, a periodicidade é semestral e as contribuições para publicação devem ter como tema central o turismo, sendo priorizados os trabalhos que tratam da interface com cultura, lazer e áreas afins. São priorizados os trabalhos oriundos de pós-graduação, sendo aceitos artigos em português, inglês e espanhol, que são publicados na língua em que os trabalhos foram enviados.</span></span></span></span></div> pt-BR mavila1000@gmail.com (Marco Aurélio Avila) periodicos@uesc.br (Editus) qui, 21 mai 2026 08:40:20 -0300 OJS 3.1.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 FRUIÇÃO E PERMANÊNCIA EM CENTROS HISTÓRICOS TOMBADOS: https://periodicos.uesc.br/index.php/cultur/article/view/4866 <p>Paraty (RJ) tornou-se, ao longo das últimas décadas, um caso exemplar das ambiguidades da preservação: patrimônio celebrado, mas cidade vivida sob pressões turísticas intensas. Neste artigo, discutimos como a patrimonialização do Centro Histórico – tombado pelo IPHAN e, desde 2019, inscrito na lista do Patrimônio Mundial – convive com barreiras menos visíveis: preços em alta, reconfiguração de usos do solo e afastamento de práticas culturais locais do circuito central. A análise combina revisão crítica (Bourdieu, Fanon, Hall, Said, Canclini) com um levantamento de campo realizado entre julho e setembro de 2023 (57 questionários com visitantes e observação direta em diferentes horários e dias). Os dados mostram um público majoritariamente de alta renda, pouca interação com comunidades caiçaras, quilombolas e guarani e avaliações positivas do conjunto arquitetônico, mas com dúvidas sobre “autenticidade” e pertencimento. Em vez de propor dicotomias fáceis, o texto sustenta que ampliar o acesso passa por ajustar a gestão: integrar turismo e vida cotidiana, reconhecer o papel das comunidades na produção de valor cultural e apoiar experiências de turismo de base comunitária.</p> Camila Dazzi, Davi Bastos Santos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.uesc.br/index.php/cultur/article/view/4866 qua, 13 mai 2026 08:17:59 -0300 MULHERES NO SETOR DE RESTAURANTES https://periodicos.uesc.br/index.php/cultur/article/view/4947 <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A presente pesquisa tem como objetivo analisar o panorama dos estudos científicos sobre o mercado de trabalho feminino no setor de restaurantes, com foco nas dinâmicas de gênero, raça, classe, gestão e governança corporativa. Para isso, realizou-se uma revisão sistemática da literatura no <strong>Portal de Periódicos da Capes</strong>, utilizando o protocolo <strong>Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA)</strong>. Ao final do processo, <strong>12 artigos científicos</strong> foram selecionados e examinados por meio da análise de conteúdo temática proposta por <strong>Bardin (2016)</strong>. A síntese dos resultados permitiu organizar os estudos em quatro categorias principais: (1) <span style="color: black;">desigualdades estruturais de gênero e interseccionalidade</span>; (2) assédio e violência no ambiente de trabalho; (3) gestão ética, liderança e bem-estar; e (4) governança corporativa e responsabilidade institucional. Em todas as categorias, emergem evidências dos desafios enfrentados por mulheres, sobretudo aquelas em posições operacionais e de baixa remuneração. Os estudos indicam desigualdade salarial, assédio, barreiras de ascensão e vulnerabilidades agravadas por raça, classe e status migratório, com destaque para mulheres negras, imigrantes e marginalizadas. Apesar das dificuldades, identificam-se formas de resistência, como o empreendedorismo feminino, frequentemente adotado como estratégia frente à precariedade laboral. Evidencia-se a importância de práticas de gestão mais inclusivas, capazes de reduzir a rotatividade e elevar o bem-estar e conclui-se que avançar na equidade de gênero no setor de restaurantes exige uma abordagem sistêmica e interseccional, articulando políticas públicas e mudanças nas culturas organizacionais.</span></p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Mulheres. Setor de restaurantes. Revisão sistemática da literatura.</p> Tali Veloso de Morais Costa, José Roberto Ferreira Guerra, Viviane Santos Salazar ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodicos.uesc.br/index.php/cultur/article/view/4947 qua, 13 mai 2026 08:19:33 -0300