IMPACTOS DO TURISMO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA DE SANTA TEREZA DURANTE A FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO EM FIGUEIRÃO (MS)

Resumo

A busca pela experiência turística autêntica e pelo encontro com o outro evidencia o mercado crescente do Turismo Religioso. Contrariando o turismo empacotado, previsível e confortável, a religiosidade popular promove a cultura plural através de comemorações ciclicamente ritualizadas e aprendidas no cotidiano de comunidades brasileiras, como Santa Tereza. O sagrado e o profano se misturam na fuga do cotidiano, onde moradores se tornam festeiros e turistas, romeiros. A luta por pertencimento e identidade cultural se manifesta na tradicional Festa do Divino Espírito Santo. Há 112 anos, a família Malaquias organiza a festa, arrecadando donativos e distribuindo tarefas, garantindo que os visitantes só tenham gastos com o translado. A comunidade de 120 pessoas atrai de 2000 a 3000 visitantes durante o evento. Este estudo investiga os impactos turísticos na Comunidade Quilombola de Santa Tereza, em Figueirão (MS), resultantes da festa do Divino Espírito Santo. Com o objetivo de contribuir para a sustentabilidade da festa, que preserva a identidade cultural local, foi utilizada uma abordagem quali-quantitativa, de natureza aplicada e objetivo descritivo exploratório.A pesquisa de campo incluiu entrevistas semi-estruturadas com quatro atores que organizam o evento e formulários aplicados a 30 visitantes, além de observação assistemática. Foram delineados o inventário da festa, o perfil do turista, os mecanismos de atração e os impactos. A análise revelou que, embora existam impactos turísticos, eles não superam os fatores sustentáveis ligados ao turismo responsável, à manutenção do território, à valorização cultural e ao sentimento de pertencimento da comunidade.

 

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Biografia do Autor

Valeria das Dores Silva Oliveira Santos, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Arquiteta e Urbanista pelo Centro de Ensino Superior Plínio Mendes dos Santos. Graduanda do Curso de Bacharelado em Turismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. E-mail: valeria_oliveira@ufms.br

Julia da Silva Xavier, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Graduanda do curso de Turismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). E-mail: julia_xavier@ufms.br

Romeo Saravy Chita Neto, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Graduando co curso de Turismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). E-mail: romeu.chita@ufms.br

Guilherme Garcia Velasquez, Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Doutor em Turismo pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). Professor do Curso de Turismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). E-mail: guigave@hotmail.com

Izac Oliveira Belino Bonfim, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Professor do Curso de Turismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). E-mail: izac.bonfim@ufms.br

Publicado
2025-12-22