Geografia Grapiúna
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<div align="justify">A Revista <strong>Geografia Grapiúna</strong> é um periódico semestral vinculado ao Laboratório de Ensino e Estudos Geográficos - LAEEGE, da Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC. O foco inclui estudos geográficos e reflexões sobre a realidade local e suas interações em outras escalas e diversas áreas do conhecimento, com o objetivo principal de difundir a produção científica geográfica.</div>Edituspt-BRGeografia Grapiúna2966-2672<p><img src="https://mirrors.creativecommons.org/presskit/buttons/88x31/png/by.png" alt="Downloads - Creative Commons" width="58" height="20"></p> <p>Este trabalho está licenciado sob uma licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons Attribution 4.0 International License</a>.</p> <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: </p> <p>Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR">Creative Commons - Attribution 4.0 International</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</p>Apresentação
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Humberto Cordeiro Araujo Maia
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2026-09-042026-09-04561310.36113/rev.grapiuna.v5i6.5251Dinâmicas antropogeomorfológicas e a relação sociedade e natureza:
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<p>A relação Sociedade-Natureza constitui a base da produção do espaço geográfico, na qual o relevo desempenha papel fundamental por integrar a natureza e servir de suporte às interações humanas. Entretanto, a permanência de abordagens fragmentadas entre Geografia e Geomorfologia ainda limita a compreensão integrada das transformações espaciais, especialmente diante da crescente atuação antrópica sobre os processos geomorfológicos. Nesse contexto, o presente trabalho objetiva analisar a participação da ação humana nas alterações do relevo, discutindo a interface entre Sociedade-Natureza sob a perspectiva da Geomorfologia Antropogênica e apontando possibilidades de pesquisa no município de Ilhéus-BA. Metodologicamente, realizou-se levantamento bibliográfico acerca da relação entre Geografia, Geomorfologia e Geomorfologia Antropogênica, complementado por registros in loco em dois pontos de alteração antropogênica explícita no município, localizados na Zona Sul urbana e no distrito de Castelo Novo. Os resultados evidenciam que a apropriação do relevo por meio da urbanização, da construção civil e da implantação de infraestrutura altera formas, materiais e processos geomorfológicos, produzindo novas morfologias, modificando a dinâmica morfoescultural e morfodinâmica e intensificando fragilidades ambientais. Os casos analisados demonstram o potencial de Ilhéus como campo de investigação em Geomorfologia Antropogênica, considerando a presença de transformações expressivas na paisagem. Conclui-se que a compreensão das alterações do relevo exige abordagens integradoras entre Geografia e Geomorfologia, reconhecendo o homem como agente ativo da dinâmica geomorfológica e reforçando a necessidade de planejamento do uso e ocupação da terra diante das fragilidades decorrentes das intervenções antrópicas.</p>Joerlan dos Santos Cardozo
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2026-09-012026-09-015642310.36113/rev.grapiuna.v5i6.4507O continente asiático em infográficos:
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<p>A Ásia configura-se como um continente com grande diversidade linguística, cultural, de aspectos físicos e econômicos. Essa heterogeneidade entre os países é um dos traços mais marcantes do continente. O presente relato de experiência apresenta a realização da construção de infográficos desenvolvidos por alunos do 9º ano da Escola Municipal Xisto Barreto, localizada no município de Mascote - Bahia, como atividade avaliativa da 3a unidade curricular da disciplina de Geografia do ano letivo de 2024, com o objetivo de pesquisar, compreender e apresentar as singularidades de cada país da Ásia. Para tal propósito, foi adotadauma metodologia pautada na ministração de aulas acerca dos aspectos gerais do continente, seguido da apresentação do conceito de infográfico, para que fossem então apresentados exemplos e iniciado o processo de construção do material. Assim, chegada a conclusão da atividade, foi possível compreender os infográficos como ferramentas de grande importância para a aprendizagem e exposição gráfica de dados, bem como para fomentar a construção do conhecimento em parceria com os alunos.</p>Alexandre Bomfim SilvaGabriel Menezes GonçalvesGustavo Brito Loyola dos Santos
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2026-09-012026-09-0156243310.36113/rev.grapiuna.v5i6.4479Geoprocessamento e saúde pública:
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<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo evidencia um relato de experiência sobre a utilização do geoprocessamento como ferramenta de subsídio à vigilância epidemiológica e à produção de informações na saúde pública no âmbito do Observatório Regional de Saúde do Adolescente. O Observatório constitui uma linha de ação do Núcleo Jovem Bom de Vida da Universidade Estadual de Santa Cruz, objetivada à promoção da saúde de adolescentes residentes nas regiões de saúde de Ilhéus e Itabuna, no sul da Bahia. Trata-se de um estudo descritivo, sistematizando o fluxo metodológico utilizado para a coleta, organização, tratamento e integração de dados secundários provenientes dos Sistemas de Informação em Saúde, com posterior espacialização em ambiente de Sistema de Informação Geográfica. São descritos os procedimentos metodológicos utilizados no cálculo de indicadores epidemiológicos, na associação dos dados a bases cartográficas oficiais e na elaboração de mapas temáticos, evidenciando as potencialidades do geoprocessamento na transformação de dados em informação qualificada. As aplicações cartográficas apresentadas, baseadas em recortes temporais específicos, cumprem papel ilustrativo e exemplificativo, permitindo refletir sobre o uso das geotecnologias no contexto das práticas desenvolvidas pelo Observatório. Dessa forma, este artigo evidencia a importância da integração entre geografia e saúde pública, principalmente pela adesão da dimensão territorial na análise epidemiológica e no apoio ao planejamento e monitoramento de ações em saúde. Conclui-se que o geoprocessamento constitui um recurso metodológico relevante para subsidiar a produção e a divulgação de informações em saúde do adolescente, podendo contribuir como referência para iniciativas semelhantes em contextos institucionais e territoriais diversos.</span></p>João Gabriel de Moraes PinheiroEmanuella Gomes Maia
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2026-09-012026-09-01563448A interface entre o saber geomorfológico e a construção do conhecimento geográfico:
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<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho discute a importância da Geomorfologia no âmbito do ensino de Geografia, considerando o papel do relevo nas dinâmicas do espaço geográfico. O relevo constitui um componente físico-natural essencial, implicando não apenas processos estritamente geomorfológicos, mas também a configuração do espaço geográfico. O objetivo deste trabalho é investigar a compreensão dos alunos acerca da relação entre Geografia e Geomorfologia na interpretação do espaço geográfico, na construção do conhecimento geográfico. A pesquisa foi desenvolvida no contexto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental, no município de Ilhéus-BA, por meio de observações, atividades didáticas e intervenções pedagógicas. Durante o estudo dos continentes Ásia e Europa, identificaram-se situações de distanciamento entre o conhecimento geomorfológico e geográfico, refletindo negativamente na compreensão dos discentes acerca dos atributos espaciais, os quais dependem da apreensão do relevo como elemento condicionante da produção do espaço geográfico. Para minimizar essas dificuldades, foram adotadas metodologias como oficinas e jogos didáticos, visando integrar conceitos e processos. Constatou-se que tais estratégias favorecem a participação ativa dos estudantes e contribuem para o estabelecimento de relações entre as feições geomorfológicas e a configuração espacial dos continentes. Assim, a experiência evidenciou a importância da articulação entre Geomorfologia e Geografia, destacando a necessidade de integrar elementos físicos e sociais no ensino.</span></p>Joerlan dos Santos Cardozo
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2026-09-012026-09-0156496610.36113/rev.grapiuna.v5i6.5237Sensoriamento remoto “das enchentes, inundações e alagamentos”:
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<p>As imagens de satélite revolucionaram a forma como os cientistas obtêm dados e informações sobre as paisagens terrestres e suas dinâmicas. Nesse contexto, este artigo analisa as potencialidades e as limitações do uso de imagens de sensoriamento remoto obtidas por sensores passivos no mapeamento de áreas atingidas por enchentes, inundações e alagamentos. A metodologia contemplou a análise da literatura e de imagens dos satélites CBERS-4A e Landsat-9, plataformas que disponibilizam dados recentes, gratuitos e compatíveis com análises em escala municipal. Para isso, foram analisadas imagens de municípios da porção sul do estado da Bahia que representaram áreas afetadas por esses desastres naturais. Os resultados demonstraram que os sensores passivos apresentam limitações relacionadas às condições atmosféricas em análises de escala regional, sendo mais adequados para estudos em áreas restritas e em locais com baixa cobertura de nuvens.</p>Alex Mota dos SantosFabrizia Gioppo Nunes
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2026-09-012026-09-0156678410.36113/rev.grapiuna.v5i6.4440O entorno da escola e o ensino de Geografia:
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<p>Este artigo tem como objetivo analisar as dificuldades e contradições no que tange ao direito à educação a partir dos depoimentos dos estudantes do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães (CMLEM) em Itabuna-BA. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa que valoriza a participação efetiva dos sujeitos participantes da pesquisa, tendo em vista que as interpretações são baseadas em suas experiências cotidianas no acesso à escola. Uma investigação que emerge no interior do Programa Residência Pedagógica (PRP) do subprojeto de Geografia fomentada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) durante as reflexões da prática em sala de aula e das leituras realizadas e discutidas na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) na presença de outros bolsistas e da professora orientadora do programa. A coleta de dados no ambiente de estudo utilizou-se da ferramenta “Formulários” do Google, delimitando o enfoque nas questões socioeconômicas e de infraestrutura. Vale ressaltar que a técnica de investigação aplicada foi feita garantindo o total anonimato dos sujeitos participantes da pesquisa. Os dados obtidos destacaram que aproximadamente 65% das famílias dos estudantes possuem renda mensal entre um e dois salários mínimos, mas que apesar dessa conjuntura, arcam com o custo diário para ir e vir da escola, enfrentando diversos desafios como a violência e o trânsito para garantir o direito à educação.</p>Geilson Souza dos SantosGustavo Brito Loyola dos SantosGabriel Menezes GonçalvesGeisa Fideles dos Santos
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2026-09-012026-09-01568598Geoindicadores na análise sistêmica socioambiental urbana:
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<p><span style="font-weight: 400;">A expansão urbana desordenada em áreas costeiras tem intensificado processos de degradação ambiental e ampliado a vulnerabilidade socioambiental em cidades brasileiras. Este estudo teve como objetivo analisar sistemicamente o bairro Malhado, em Ilhéus (BA), por meio da aplicação integrada de geoindicadores morfométricos e hidrológicos associados a indicadores socioeconômicos. Foram utilizados dados do Modelo Digital de Elevação Topodata, malhas territoriais e setores censitários do IBGE, processados em ambiente de Sistema de Informação Geográfica (QGIS/GRASS GIS). Os geoindicadores analisados compreenderam declividade, altitude, densidade da rede de drenagem e acumulação de fluxo obtida pelo modelo hidrológico D8. Os resultados evidenciaram que as áreas de baixa altitude e reduzida declividade apresentam maior suscetibilidade ao acúmulo do escoamento superficial e à ocorrência de alagamentos, enquanto os setores de encosta, caracterizados por maiores declividades, apresentam elevada fragilidade geomorfológica e maior potencial para processos erosivos e movimentos de massa. A integração entre os geoindicadores físicos e os dados socioeconômicos permitiu identificar padrões espaciais de vulnerabilidade socioambiental, demonstrando o potencial da metodologia como subsídio ao planejamento urbano, à gestão de riscos e ao ordenamento territorial em áreas urbanas costeiras.</span></p>Ualas Souza dos Santos
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2026-09-012026-09-01569911610.36113/rev.grapiuna.v5i6.4956Práticas geocartográficas na Educação Infantil:
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<p>As práticas geocartográficas na Educação Infantil têm ganhado atenção na formação do(a) licenciando(a) em Geografia nos últimos tempos, sobretudo durante os estágios supervisionados, como forma de compreender como os princípios, conceitos e temas desta ciência podem ser integrados à aprendizagem infantil, desde os primeiros anos de escolarização. Desta forma, é possível aproximar crianças pequenas de conceitos como espaço geográfico, paisagem e mapas? Este é o problema de pesquisa deste trabalho. O artigo aborda um relato de experiência com práticas de ensino geocartográficas realizada durante o Estágio Supervisionado em Geografia II, do curso de licenciatura em Geografia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus IV. A pesquisa é de abordagem qualitativa, exploratória e bibliográfica, com procedimentos de pesquisa-ação, na qual a obtenção dos dados se deu por meio da realização de oficinas pedagógicas, com crianças de faixa etária entre 4 e 5 anos, de uma Creche Municipal da cidade de Jacobina, Bahia. As etapas do trabalho ocorreram no período de setembro a novembro de 2024, e os dados da pesquisa foram coletados a partir de registro fotográficos, diário de bordo dos encontros e dos planos das oficinas pedagógicas. Os resultados da pesquisa revelam que, práticas geocartográficas na Educação Infantil devem ser adaptadas às características cognitivas e sociais das crianças pequenas, priorizando atividades lúdicas e exploratórias que estimulem a percepção e linguagem espacial. Atrelado a isso, constatamos que uma formação docente adequada, um planejamento consciente e adaptação às necessidades das crianças, contribuem para a construção de conhecimentos e conceitos geográficos.</p>Jaqueline Moura dos AnjosRafaela de Almeida PachecoIvaneide Silva dos Santos
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2026-09-012026-09-0156117131Educação Ambiental no contexto escolar:
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<p>O objetivo deste trabalho foi abordar a temática da Educação Ambiental, levando em conta as legislações educacionais e a prática pedagógica no contexto escolar. A pesquisa investigou a implementação da Educação Ambiental em uma instituição municipal de ensino de Campina Grande-Paraíba, com o intuito de compreender de que forma os docentes trabalham essa temática em suas práticas pedagógicas. Nesse contexto, com base na abordagem qualitativa, por meio de entrevistas semiestruturadas em Grupo Focal com seis docentes da instituição em estudo, analisou-se como os professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental têm estudado ou aplicado as legislações educacionais relacionadas à Educação Ambiental. A Análise de Conteúdo foi utilizada como procedimento metodológico, a fim de identificar os discursos dos participantes e suas referências às leis que regulamentam a Educação Ambiental. Com os resultados, verificou-se que a Educação Ambiental foi incorporada de maneira superficial nas práticas pedagógicas, frequentemente limitada a datas comemorativas ou projetos específicos da Secretaria de Educação, faltando, em muitas circunstâncias, aprofundamento e ligação com o currículo ou associação com a prática pedagógica.</p>Wanessa Silva FernandesBruna Cordeiro Saldanha
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2026-09-012026-09-0156132151A construção da ponte Jorge Amado e a dinâmica socioespacial do bairro Cidade Nova em Ilhéus (BA):
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<p><span style="font-weight: 400;">A construção de obras de engenharia de grande porte tende a modificar a organização socioespacial dos territórios. Em Ilhéus (BA), a ponte estaiada Jorge Amado configura-se como um vetor de reestruturação urbana. Um exemplo disso são as transformações em curso no bairro Cidade Nova, que, embora de função primordialmente residencial e historicamente associado às famílias da elite cacaueira, passa por mudanças significativas em suas dinâmicas materiais e simbólicas. Este artigo apresenta reflexões teórico-metodológicas preliminares para analisar as mudanças ocorridas no bairro ao longo do tempo, com ênfase especial no período posterior a 2022, ano de inauguração da referida ponte. Para tanto, parte-se de uma revisão bibliográfica fundamentada em autores como Maria Geralda de Almeida (2004), Aníbal Quijano (2005), Milton Santos (2002, 2006, 2008), Claude Raffestin (2004), Marcelo Lopes de Souza (2020), Paul Thompson (1998) e Rogério Haesbaert (2004), com o intuito de articular conceitos-chave como paisagem, território, lugar, colonialidade do poder e disputas socioespaciais. Metodologicamente, propõe-se uma abordagem qualitativa baseada na análise documental, observação de campo e história oral. Conclui-se que a ponte deve ser interpretada como um elemento ao mesmo tempo material, simbólico e político, capaz de reorganizar territorialidades, alterar as percepções da paisagem e atualizar hierarquias sociais no espaço urbano.</span></p>Luana Carolina Alves Rocha ArraisMaria Cristina Rangel
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2026-09-012026-09-015615217210.36113/rev.grapiuna.v5i6.4963Ensino de hidrografia e linguagem cartográfica na Geografia Escolar
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<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado Profissional) na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), aborda o estado do conhecimento de pesquisas no Brasil relativas ao ensino de hidrografia na Geografia escolar, visto que se identifica a necessidade de analisar como este conteúdo é tratado na literatura acadêmica. Objetiva-se identificar e analisar os fundamentos teóricos e metodológicos relacionados a este conteúdo, considerando o uso da linguagem cartográfica como um instrumento metodológico crucial na prática do professor de Geografia. A metodologia caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico e do tipo "estado do conhecimento", seguindo procedimentos adequados para este tipo de investigação. Para o desenvolvimento, realizou-se uma busca na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), cobrindo os últimos vinte anos. O referencial teórico mobilizado inclui discussões sobre o ensino de temáticas físico-naturais, em particular a hidrografia, e a aplicação da linguagem cartográfica na abordagem de conteúdos geográficos. Como resultado, evidenciou-se a escassez de trabalhos desenvolvidos com uma perspectiva de práticas que envolvem a utilização da linguagem cartográfica no ensino de hidrografia, o que aponta para a conclusão de que existe a necessidade de práticas que potencializem uma aprendizagem deste conteúdo que destaque a Geografia a partir da relação sociedade-natureza.</span></p>Mirian Batista da SilvaHumberto Cordeiro Araujo Maia
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2026-09-012026-09-015617318810.36113/rev.grapiuna.v5i6.5157