Topofobia: a representação dos espaços opressivos em “Amada” de Toni Morrison

  • Wellington Neves Vieira Faculdade Sete de Setembro-FASETE. Secretaria de Educação do Estado de Alagoas.
  • Roberto Henrique Seidel Professor Adjunto da Universidade do Estado da Bahia- UNEB
Palavras-chave: Geografia humanista, Alteridade, Literatura afro-americana.

Resumo

O objetivo desta pesquisa é identificar as representações dos espaços opressivos na obra Amada de Toni Morrison, a partir de uma percepção sobre o espaço, demonstrando a relação dos espaços ocupados pelos personagens negros, na transmissão de sentimentos de topofobia.  A metodologia empregada é de caráter teórico, qualitativo-descritivo. Na intenção de esquematizar a pesquisa literária por meio de análises explicativas, descritivas e exploratórias, adentra-se o campo da Geografia Humanista como base de sustentação do estudo. Discute-se a Geografia Humanista do ponto de vista espacial. Por fim, averígua-se a relação dos personagens com os espaços opressivos. Constatou-se ao final da pesquisa que as análises dos espaços que foram feitas no romance “Amada” transmitem a revitalização de um passado à procura de dar voz a uma nova realidade histórica, o que poderá ser compreendido como a constituição de um espaço para uma “alteridade” que desafia e resiste ao discurso dominante.

 

Biografia do Autor

Wellington Neves Vieira, Faculdade Sete de Setembro-FASETE. Secretaria de Educação do Estado de Alagoas.

Professor da Faculdade Sete de Setembro-FASETE e da secretaria de Educação do Estado de Alagoas.

atua na area de Literaturas afro-americano, literatura e meio ambiente numa perspectiva Ecocritica. Literatura e Crítica Cultural

Roberto Henrique Seidel, Professor Adjunto da Universidade do Estado da Bahia- UNEB
Departamento de Educação/ Pos-graduação , mestrado em Crítica Cultural.

Referências

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Publicado
2018-12-18
Seção
Dossiê temático