Tradução em Carmen da Silva: um ato político

  • Maristela Lopes UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ

Resumo

Propõe-se, neste artigo, refletir sobre a tradução, considerando o trabalho de Carmen da Silva (1919-1985), uma das precursoras do feminismo no Brasil. Inicialmente, a discussão concerne à complexidade do ato de traduzir, indo além da ideia de transferência e fidelidade. Para isso, recorre-se ao pensamento de Marli Piva Monteiro (2005), Rosemary Arrojo (2007), Octavio Paz (2009), Laplatine e Nouss (s/d), entre outros. Em seguida, apresenta-se Carmen da Silva, enfatizando as viagens e sua participação na imprensa, em que pôde dialogar com seu público leitor, realizando mediações. Considera-se também seu engajamento, o qual se reflete na sua produção literária, bem como na tradução que ela própria faz de seu romance Setiembre.
Publicado
2018-02-27
Seção
Dossiê temático