https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/issue/feedRevista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação2026-06-30T17:58:17-03:00Eduardo Lopes Pirisrevista.eidea@gmail.comOpen Journal Systems<div align="justify;">A <em>EID&A</em> é um periódico pertencente à área de Letras e Linguística e, especificamente, ao campo de investigação da argumentação, que publica quadrimestralmente (abril, agosto e dezembro) artigos inéditos, traduções e entrevistas sobre os <strong>estudos da interface entre argumentação e discurso</strong>. A <em>EID&A</em> encaminha os artigos inéditos para dupla avaliação cega por pares, enquanto seus editores são os responsáveis pela avaliação dos textos que serão publicados nas seções "Tradução" e "Entrevista". Os autores (até três por submissão) podem submeter seus trabalhos independentemente de sua titulação acadêmica.</div>https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4701Que argumentação se ensina na formação inicial de professores de Língua Portuguesa em universidades federais brasileiras?2026-06-30T17:57:11-03:00Ananias Agostinho da Silvaananias.silva@ufersa.edu.brMário Gleisse das Chagas Martinsmario.martins@ufersa.edu.brFrancisco Mailson de Lima Cavalcantemailsoncavalcante56@gmail.com<p class="EIDA-caputRESUMO"><span style="font-size: 10.0pt;">Este artigo investiga como a argumentação é contemplada na formação inicial de professores de Língua Portuguesa, por meio da análise de Projetos Pedagógicos de Cursos (PPC) de licenciatura em Letras-Português de universidades federais. A pesquisa, documental e baseada em <em>corpus</em>, analisou concordâncias e redes de coocorrência lexical extraídas de 29 PPCs. Sem se filiar a uma teoria específica, a investigação acomoda-se à área de estudos sobre argumentação. Os resultados mostram que a argumentação, nos componentes curriculares analisados, é majoritariamente tratada de forma transversal e com foco holístico, sem sistematização teórica ou direcionamento claro ao ensino na educação básica. Já nas poucas disciplinas com foco restrito, observa-se maior densidade conceitual, articulando retórica, argumentação e ensino. Conclui-se que os currículos analisados carecem de ancoragem teórica e pedagógica mais robusta, o que poderá promover a formação de professores aptos a desenvolver a competência argumentativa dos estudantes, conforme previsto na Base Nacional Comum Curricular.</span></p>2026-06-30T17:19:42-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4809Do entretenimento à saúde pública2026-06-30T17:57:33-03:00Ana Cláudia Mello da Silvaanahclaudiamello@gmail.comMariana Ramalho Procópiomariana.procopio@ufv.brCristiane Cataldi dos Santos Paescristiane.cataldi@ufv.br<p>A Campanha Nacional de Multivacinação de 2023 contou com a participação de Xuxa para ampliar a adesão da população à vacinação em um contexto pós-pandemia marcado pela queda da cobertura vacinal. Este artigo tem como objetivo analisar três vídeos da campanha, nos quais Xuxa apresenta o “Xou da Multivacinação”. Assim, a partir da perspectiva teórico-metodológica da Teoria Semiolinguística de Charaudeau, investiga-se como se organiza o contrato de comunicação e seus sujeitos, e, sobretudo, o modo argumentativo desses discursos. As análises evidenciam que, no contrato de comunicação, Xuxa se coloca estrategicamente como enunciadora voltada a pais e responsáveis, promovendo a vacinação por meio de informação, persuasão e afetividade. Quanto à argumentação, observa-se a mobilização dos domínios éticos, pragmáticos, de verdade e hedônicos, articulados em questionamentos, comparações, citações e descrições narrativas. Foi possível constatar, portanto, como figuras midiáticas podem fortalecer campanhas de saúde pública e a eficácia do discurso argumentativo nessa conjuntura.</p>2026-06-30T17:21:12-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4815Discursos da extrema direita e apontamentos para reforçar uma comunicação política democrática2026-06-30T17:57:43-03:00Oriana de Nadai Fulanetiod.fulaneti@uol.com.brDavi Jefferson Araújo Silvadavijeffersonaraujodasilva@gmail.com<p>Nas últimas décadas, observa-se um crescimento de governantes e governados adeptos da extrema direita, fenômeno que tem sido associado à ameaça aos regimes democráticos. Nesse contexto, o presente artigo objetiva mostrar a configuração e o funcionamento de algumas estratégias discursivo-argumentativas presentes com frequência nos discursos da extrema direita, essencialmente a brasileira. O referencial teórico é a semiótica discursiva em sua abordagem greimasiana, com contribuições da sociossemiótica de Landowski (2014) e, em menor medida, da semiótica tensiva, de Zilberberg (2011). O <em>corpus </em>analisado foi extraído principalmente do material de campanha de Jair Bolsonaro no período eleitoral de 2022 e de entrevista concedida por Eduardo Bolsonaro, em 2025. Os resultados demonstram que o estudo de estratégias discursivo-argumentativas, além de contribuírem para a compreensão do funcionamento dos discursos da extrema direita, também fornecem subsídios para a construção de uma comunicação que fortaleça a democracia.</p>2026-06-30T17:22:42-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4829Provas retóricas e a literatura fantástica2026-06-30T17:57:48-03:00Gabriel Eduardo Gonçalvesgabo.eduardo88@gmail.com<p class="EIDA-caputRESUMO">Este estudo analisa o conto <em>Teleco, o coelhinho</em>, de Murilo Rubião, à luz da Teoria da Argumentação no Discurso. O objetivo é investigar a articulação do <em>logos</em>, <em>ethos</em> e <em>pathos</em> na narrativa, bem como examinar o diálogo entre o <em>ethos</em> prévio de Rubião e os efeitos de autoria que se manifestam na materialidade textual. Metodologicamente, adotou-se análise qualitativa e do discurso em trechos selecionados. Os resultados mostram que as provas retóricas se influenciam mutuamente, cooperando para a dimensão argumentativa do texto, a partir das escolhas linguísticas e da direção tomada pela voz ficcional do narrador. Além disso, o <em>ethos</em> prévio atribuído a Rubião pela crítica, associado à integração do fantástico ao cotidiano, encontra respaldo na materialidade do conto, na medida em que o insólito é tratado como componente ordinário da narrativa.</p>2026-06-30T17:23:45-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4830O discurso político de Benjamin Netanyahu2026-06-30T17:57:52-03:00Maira Guimarãesmaira.guimaraes@uemg.brRenan Moreira Silvarenanmoreiraletras@gmail.com<p>Este artigo analisa o pronunciamento de Benjamin Netanyahu no Congresso dos Estados Unidos (24/07/2024) à luz da Teoria Semiolinguística de Charaudeau (2018) e dos estudos retóricos de Perelman e Olbrechts-Tyteca (2005) e de Ruth Amossy (2018). A partir de abordagem qualitativo-interpretativista, examina-se como o líder israelense articula <em>ethé</em> de credibilidade (seriedade, virtude cívica e competência) e <em>ethé</em> de identificação (potência, caráter, humanidade, chefe e solidariedade) para legitimar sua política. A análise evidencia que a combinação de apelos racionais e afetivos, sustentada por técnicas de argumentação e de presença descritas pela Nova Retórica, constrói a dicotomia “civilização versus barbárie”, deslocando as acusações de genocídio e violência estrutural e apresentando Israel como guardião da “civilização ocidental”. Conclui-se que a fusão entre credibilidade racional e identificação emocional constitui estratégia retórico-discursiva para a persuasão e a sustentação de apoio internacional.</p>2026-06-30T17:24:43-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4836Como a descrição semântica pode auxiliar os professores na construção de questões de compreensão leitora em textos multimodais?2026-06-30T17:57:59-03:00Fabiana Perotonifperoton@ucs.brTania Maris de Azevedotmazeved@ucs.br<p>A importância das habilidades de leitura na formação de professores e as possibilidades de auxílio da prática em sala de aula a partir da Teoria da Argumentação na Língua são os elementos norteadores deste trabalho. Buscamos falar da importância da leitura na educação a partir de Freire e Paviani, o qual também aborda a formação do profissional da educação na universidade. Passamos, então, à apresentação da pesquisa desenvolvida, que alinha tópicos da Semântica Argumentativa e da narrativa visual para análise de textos multimodais e, a partir de exemplo prático, demonstramos como esses conceitos potencializam a elaboração de materiais didáticos mais objetivos, visando ao desenvolvimento de habilidades de compreensão leitora pelos estudantes em diferentes disciplinas, nos âmbitos da graduação e também na educação básica, como docentes.</p>2026-06-30T17:25:59-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4842Argumentação multimodal e colaborativa no enfrentamento do sofrimento ético-político2026-06-30T17:58:06-03:00Fernanda Coelho Liberalifliberali@pucsp.br<p class="EIDA-caputRESUMO">Este artigo analisa experiências do Projeto Brincadas (LACE/PUC-SP) centradas em práticas de multiletramento engajado. Nesse sentido, buscou-se compreender como a argumentação multimodal e colaborativa, produzida por jovens de territórios periféricos, atua no enfrentamento do sofrimento ético-político e na ampliação do patrimônio vivencial. A pesquisa fundamentou-se em perspectivas críticas sobre linguagem, educação e justiça social, articulando discussões sobre argumentação multimodal, multiletramento engajado e processos formativos voltados à transformação social. A metodologia baseou-se na Pesquisa Crítica de Colaboração, tomando como corpus pôsteres, apresentações orais e registros multimodais do Grupo 4 no ciclo de 2023. As categorias de análise contemplaram dimensões discursivas, enunciativas e multimodais. Os resultados evidenciaram que os sujeitos mobilizaram recursos verbais, visuais, corporais e afetivos para denunciar desigualdades, ressignificar experiências e propor ações coletivas. Concluiu-se que a argumentação multimodal colaborativa constitui prática formativa insurgente, potencializando agência crítica e a construção de currículos de resistência e reexistência.</p>2026-06-30T17:26:56-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/4883Era uma vez um mundo encantado, mas alienado2026-06-30T17:58:11-03:00Julio Cesar Machadojulio.semantica@gmail.comFabiana Rosa das Graças Teodorofateo1996@gmail.comFernanda Rabelo Leal Malveirafernandaaaaaroleal@gmail.com<p class="EIDA-caputRESUMO">O objeto desta pesquisa é o <em>Guia de Contação de Histórias</em>, disponível na <em>Biblioteca da Alfabetização</em> (MEC), elaborado em meio à pandemia da Covid-19 (2021), quando governos sugeriram alternativas educacionais em lockdown – uma incursão no homeschooling sem tradição de êxito no Brasil. A contação de histórias ganhou protagonismo pela falta de formação dos pais. O problema é que o Guia se aproxima mais do entretenimento do que de práticas sociais de linguagem, os letramentos. O objetivo é refletir criticamente sobre o Guia, apontando sua lacuna: a exclusão da criticidade. Fundamentamo-nos na Teoria Argumentativa Polifônica (Ducrot) e em Paulo Freire. A metodologia é bibliográfico-qualitativa. Os resultados evidenciam aspectos positivos na alfabetização, mas revelam carência no ensino por contação de histórias, especialmente na leitura de contos de fadas – prática didático-brasileira que ainda precisa evoluir rumo à conscientização.</p>2026-06-30T17:29:21-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/5010Como se caracteriza uma cultura argumentativa?2026-06-30T17:57:18-03:00David Zarefskyd-zarefsky@northwestern.edNathalia Akemi Sato Mitsunarinathalia.mitsunari@usp.brGabriel Isola-Lanzoniisola.lanzoni@gmail.com<p>Uma forte cultura argumentativa caracteriza-se por, pelo menos, cinco tensões produtivas, entre: comprometimento e contingência; partidarismo e comedimento; convicção pessoal e sensibilidade ao auditório; razoabilidade e subjetividade; e decisão e não fechamento. Diferenças na forma como comunidades gerenciam essas tensões explicam a existência de múltiplas culturas argumentativas e, por conseguinte, porque precisamos compreender a argumentação tanto no interior de diferentes culturas quanto entre elas. O artigo desenvolve essas cinco tensões produtivas, apresenta alguns exemplos de culturas argumentativas que as negociam de diferentes maneiras e reflete sobre o que significa argumentar entre culturas em um mundo cada vez mais diverso e, ao mesmo tempo, cada vez mais atomizado.</p>2026-06-30T17:30:10-03:00##submission.copyrightStatement##https://periodicos.uesc.br/index.php/eidea/article/view/5117A retórica de Aristóteles e a hermenêutica bíblica2026-06-30T17:57:25-03:00Manuel Alexandre Júniormalexandrejr@gmail.comEduardo Lopes Piriselpiris@uesc.br<p>Nesta edição, temos a honra de apresentar aos nossos leitores uma entrevista com o professor português Manuel Alexandre Júnior, uma das vozes mais autorizadas nos estudos de retórica clássica e sua interface com os textos bíblicos. Professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Manuel Alexandre Júnior possui uma formação erudita que conjuga o mestrado em Teologia pelo Denver Seminary (EUA) com o doutoramento em Literatura Grega pela Universidade de Lisboa. Essa dupla filiação teológica e clássica permitiu-lhe construir uma obra ímpar, situada na confluência entre a tradição retórica greco-romana e a exegese bíblica.</p>2026-06-30T17:31:05-03:00##submission.copyrightStatement##