Vilão ou vítima: uma análise dos enquadramentos dos países nos conflitos do Golfo Pérsico na mídia impressa brasileira

Palavras-chave: Jornalismo de guerra. Enquadramento. Argumentação. Representação midiática.

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar as representações dos países envolvidos nas Guerras do Irã-Iraque e do Golfo pelos jornais brasileiros. Para isso, serão analisadas as manchetes de capa e excertos de seus respectivos textos do primeiro dia de ambos os conflitos nos impressos Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S.Paulo, tendo como fundamentação alguns conceitos acerca do enquadramento, das modalidades argumentativas – principalmente em relação à questão dos pontos de vista e ao efeito do pathos na constituição das representações nas manchetes. Com disso, parte-se da hipótese da configuração da imagem de “vilão” ou “vítima” por meio dos enquadramentos midiáticos, que podem ser reconfigurados de acordo com o andamento do contexto das guerras.

Biografia do Autor

Gisela Cardoso Teixeira, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)
Mestranda em Estudos de Linguagens no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), na linha de pesquisa "Discurso, Mídia e Tecnologia". Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Durante o ano de 2016, foi professora de língua portuguesa, literatura e redação na Escola Estadual Desembargador Moreira dos Santos, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG). Tem interesse nas áreas de análise de discurso e linguagens, crítica de mídia, redação e edições jornalísticas, narrativas, teorias da comunicação, jornalismo internacional, história do jornalismo, e comunicação e cultura popular. Atualmente, tem desenvolvido pesquisas acerca do jornalismo de guerra no Brasil.
Publicado
2017-12-28
Seção
Artigos Inéditos